Música

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

44-"Demorei muito a pôr a fralda e ela fez xixi na cama."

[SOFIA]
-Vinha-vos comunicar os resultados de alguns testes que tínhamos feito ao Diego e dar algumas notícias!-Disse ela.


-Notícias boas ou más?-Perguntou o Nolito

-Boas! Os exames que fizemos ao Diego estão todos bem e amanhã à tarde já podem ir os 5 para casa.-Disse a médica, deixando-nos muitos felizes.

-Que bom!-Disse eu.

-Agora vou deixá-la descansar.-Disse a médica saindo.

-Não ficas-te contente-te?-Perguntou-me o Nolito, vendo que não estava muito contente.

-Estou mas eu ainda estou cheia de dores, como é que vou tomar conta deles?-Perguntei eu.

-Vais tomando conta aos poucos e eu sirvo para que? Para ajudar!-Disse o Nolito.

-Sim tens razão!-Disse eu.

-Agora descansa! Aproveita enquanto eles dormem!-Disse o Nolito, deitando-se num pequeno sofá que foi improvisado para fazer de cama.

-Olha...-Disse eu.

-Diz!-Disse ele.

-Podes me dar um beijo?-Perguntei eu.

-Claro!-Disse ele levantando-se e deitando-se ao meu lado na cama e dando-me um beijo.

-Desculpa andei o dia todo só a dar atenção a eles e pouca atenção a ti mas prometo que quando voltar-mos a casa e isto acalmar, vamos ter um momento só nosso, só para te mimar.-Disse ele, dando-me mais um beijo. Aninhei-me a ele e assim adormece-mos. Soube tão bem adormecer  e acordar junto a ele.


No dia seguinte...
A noite foi um pouco agitada e os três foram acordando várias vezes durante a noite mas eu consegui descansar porque o Nolito nunca me deixou levantar, foi sempre ele que se levantou para mudar fraldas e para dar o biberon, desde ontem à tarde que o meu leite era muito pouco para os três.
Acordei por volta das 10h, dormiam todos muito tranquilos, até o Nolito. 
Levantei-me muito devagarinho e fui ver como estavam os pequenos, mais calmos não podiam estar. Deitei-me de novo ao lado do Nolito e ainda adormeci por mais uma hora.
Assim que voltei a acordar perto das 11h o Nolito continuava a dormir e o trio começava a acordar e resmungar, estava na altura de mudar fraldas.
-Amor!-Disse eu dando-lhe um beijo na boca para o tentar acordar.

-Huumm....quero acordar sempre assim.-Disse ele.

-Eu também, sempre ao teu lado.-Disse eu.

-Mas precisas de ajuda em alguma coisa?-Perguntou ele, ainda a acordar.

-Se quiseres ajudar a mudar as fraldas, eu agradecia.-Disse eu.

-Fraldas? Xixi ou cocó?-Perguntou ele, o que me fez logo rir.

-Não sei mas talvez tenham feito um presente para ti!-Disse eu a rir.

-Acordas-te cheia de graça! Vamos lá!-Disse ele, levantando-se.


Aproximámos-nos dos berços deles e tirámos cada um para cima da minha cama.
-E três!-Disse o Nolito, assim que poisou o Pablo em cima da cama depois de ter feito o mesmo com a Diana e o Diego. Despimos-os e o Nolito parou ficando a olhar.

-Então?-Perguntei eu.

-Estava a preparar-me para o mau cheiro!-Disse ele.

-Prepara-te, prepara-te!-Disse enquanto mudava a fralda ao Pablo!

-Diego! Tinha mesmo de ser? Que mal cheiroso!-Disse o Nolito, enquanto lhe mudava a fralda.

-Presente para o pai!-Disse eu enquanto vestia o Pablo. Deite-o num dos berços e voltei para junto do Nolito que já vestia o Diego. Segurei nele e fui deita-lo ao lado do Pablo.

-Ups!-Disse o Nolito enquanto mudava a fralda à Diana.

-Que foi?-Perguntei eu.

-Demorei muito a pôr a fralda e ela fez xixi na cama.-Disse o Nolito com um ar divertido.

-Não faz mal!-Disse eu.

-Faz! Ela está a gozar comigo!-Disse ele a rir-se.

-Vamos aprendendo com eles aos poucos!-Disse eu, deitando a Diana junto aos outros.

Algumas horas depois...
Eram 3 h quando a enfermeira me deixou ir tomar um banho e vestir-me. Assim fiz, quando voltei ao meu quarto uma médica e uma enfermeira entraram também.
-Boa Tarde! Tem aqui os biberons e o leite!-Disse a enfermeira.

-E aqui a alta!Assim que lhes der o leite podem preparar tudo para voltar a casa.-Disse a médica.

-Que bom!-Disse o Nolito.

  
            Pablo                                                       Diana                                           Diego

Depois de darmos o leite, preparamos-nos para ir embora. Despedimos-nos de todos, enfermeira e médica e com a ajuda da minha mãe saímos do hospital em direcção a casa.

Eram 5h quando entrá-mos em casa. Levamos os três para o quarto e aproveitá-mos que eles dormiam para descansar.
-Queres ir descansar?-Perguntou o Nolito.

-Sim secalhar deitava-me um pouco mas quem se levanta hoje durante a noite sou eu.-Disse eu.

-Ok! Vai lá!-Disse ele.

-Se precisares de alguma coisa chama-me.-Disse eu, saindo para o nosso quarto.


[NOLITO]
A Sofia foi descansar e os pequenos estiveram sossegados durante alguns minutos. Comecei a senti-los agitados e passado pouco começaram a chorar um de cada vez até que chegou a uma altura que já choravam os três.
Eu sem saber o que fazer tirei-os dos berços e pus-os em cima da cama. Deitei-me ao lado deles. E depois de massagens na barriga, festas, falar com eles nada fazia com que aquele o choro dos três parasse.
-Filhotes! Colaboram comigo, a vossa mãe está a descansar e eu já não sei o que fazer.-Disse eu, nervoso.

-Assim o pai já não gosta de vocês e vai-se embora, ficam aqui sozinhos!-Disse eu num acto de desespero, e não sei porque mas eles começaram a chorar ainda mais como se tivessem percebido.
-Pronto, pronto! O pai gosta muito de vocês e não vai a lado nenhum!-Disse eu, tentando remediar as coisas. Sentei-me na cama e peguei nos três ao colo da melhor maneira que pude. Abanei-os um pouco e falei um bocadinho com eles e acalmaram.

-Ah afinal só queriam colo e mimo!-Disse eu.

-Claro! Não é com ameaças que lá vais!-Disse a Sofia que estava à porta do quarto. Desmanchamos-nos os dois a rir. Já mais calmos, voltei a deitá-los.


No dia Seguinte...
[NOLITO]
Eram 11 h quando acordei a Sofia.Tinha sido ela a acordar durante a noite, sempre que o trio chamava mas tinha de a acordar, tinha planos para hoje.
-Amor! Acorda!-Disse eu.

-O que se passa?-Disse ela, despertando assustada e sentando-se na cama.

-Calma! Não se passa nada! Quero só que te vás vestir.-Disse eu.

-Para que?-Perguntou ela.

-A manhã vai ser só nossa.-Disse eu.

-E eles?-Perguntou ela.

-Já falei com os teus pais ontem.-Disse eu.

-Ok, então vou me vestir.-Disse ela.


[SOFIA]
Passado 10 minutos ela já estava pronta. Descemos para tomar o pequeno almoço. Quando acabei voltei ao quarto dos pequenos onde já estava a minha mãe a tomar conta deles.
-Alguma coisa liga-me.-Disse eu.

-Não te preocupes! Aproveitem!-Disse ela.


Saí de casa mais o Nolito. Ele conduziu até uma esplanada no centro de Vigo.
-Obrigada por este bocadinho só para nós. É muito importante!-Disse eu.

-Eu percebi que precisavas de mimos mas porque é que é muito importante?-Perguntou ele.

-Não sei mas acho que me chegou aquele medo de que a nossa relação não seja o que era a partir daqui.-Disse eu.

-Não digas isso! Eu gosto o mesmo de ti que gostava, aliás ainda gosto mais do que gostava. Mas agora temos os nossos filhos a pedir a nossa atenção mas prometo que vai haver sempre estes momentos só para nós.-Disse ele.

-Te amo!-Disse eu.

-Yo También!-Disse ele, dando-me um beijo. Nesse momento o meu telefone começou a tocar. Tirei-o da mala e reparei que era a minha mãe.Fiquei preocupada! Será que tinha acontecido alguma coisa. Atendi logo.
...
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Olá a Todas!
Espero que tenham gostado!
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Besos!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

43-"...eu sei que ele precisa de mim!"

[NOLITO]
-Son Nuestros hijos!-Disse eu.

-Podes ir ver como é que eles estão?-Perguntou ela.

-Sim eu vou ver!-Disse eu.

-Obrigada! A seguir já devo ir para um quarto!-Disse ela. Dei-lhe um beijo e sai da sala de partos. 

Procurei por uma enfermeira para saber onde podia saber mais sobre os meus filhos. Ela indicou-me um sítio onde podia esperar por notícias. Sentei-me numa cadeira em frente à porta dos berçários dos bebés até que uma enfermeira veio ter comigo.
-É o pai dos trigémeos?-Perguntou-me a enfermeira.

-Sim! Como é que ele estão?-Perguntei eu.

-Um dos meninos e a menina estão bem, estão só a fazer-lhes mais uns testes e já os levam para o quarto. O outro menino, aquilo dos pulmões não é tão grave como parecia mas ainda precisa de alguma ajuda para respirar melhor e está na incubadora.-Disse ela.

-Mas é grave?-Perguntei eu.

-Só as próximas hora dirão isso.-Disse ela.

-Então vamos esperar, ele é forte, tem os genes do pai e da mãe.-Disse eu a sorrir.

-Sim ele mesmo assim é forte e lutador!-Disse ela.

-Agora pode aguardar no quarto 210 que daqui a pouco está lá a sua mulher e a seguir já levamos os bebés também.-Disse a enfermeira.

-Obrigada!-Disse eu.

Voltei a percorrer aqueles corredores até encontrar o quarto. Assim que encontrei, entrei mas percebi logo que a Sofia ainda não tinha chegado porque o quarto estava vazio. Sentei-me numa cadeira à espera e passados 10 minutos a enfermeira entrou com o berço dos dois bebés.

[SOFIA]
Depois dos procedimentos habituais que são feitos depois do parto, finalmente levaram-me para um quarto onde iria poder descansar e ver os meus pequenos. Assim que entrei no quarto vi apenas os berços de apenas dois bebés, isso deixou-me preocupada. As enfermeiras instalaram-me e saíram. O Nolito estava debruçado sobre um dos berços e fala com o menino como se não estivesse ali mais ninguém.
 

-A vossa mamã já chegou!-Disse ele, fazendo uma festa na cara do menino.-Que me dizem de experimentar o colo da mamã?-Perguntou ele olhando agora para a Diana.-Olhem que é bom, eu sei por experiência própria!-Disse ele, levantando-se da cadeira e olhando para mim com um grande sorriso. Eu já chorava a ver aquele cenário lindo. Quando o Nolito agarrou em cada um dos bebés e me veio colocar um de cada vez em cima do meu peito as lágrimas aumentaram e caíram teimosamente pelo meu rosto.
                                       
-Não chores!-Disse ele limpando-me as lágrimas.

-As lágrimas são de alegria! São tão lindos e perfeitinhos!.-Disse eu.

-Pois são!-Disse ele.

-E o outro menino?-Perguntei eu.

-Está na incubadora a recuperar.-Disse ele.

-Mas é grave?-Perguntei eu.

-Pensavam que fosse mais mas agora é ver a evolução.Ele é forte!-Disse ele.

-Espero que sim. E não o posso ir ver?-Perguntei eu.

-Não sei. Temos de perguntar à enfermeira.-Disse o Nolito.

-Olha e em relação aos nomes dos dois meninos como fazemos?-Perguntei eu.

-Não sei!-Disse ele.

-A mim este parece-me ter mais cara de Pablo do que Diego!-Disse eu a sorrir.

-Se achas fica assim!-Disse ele a sorrir também.

-Precisam de alguma coisa?-Perguntou uma enfermeira que tinha vindo espreitar os bebés e ver como eu estava.

-Sim!-Disse eu.

-Diga!-Disse ela.

-Quero ver o meu outro filho que está na incubadora.-Disse eu.

-Mas você devia de descansar, deve estar cheia de dores.-Disse ela.

-Sim tenho mas bastava arranjar-me uma cadeira de rodas e ajudarem-me a sair daqui. As dores eu aguento.-Disse eu. A enfermeira ficou a olhar para mim como que a pensar se haveria de alinhar.

-Eu vou buscar a cadeira!-Disse ela, a que eu respondi com um sorriso.

-Tu és doida!Acabas-te de trazer ao mundo três crianças e já me queres ir passear!-Disse ele salientando o três.

-Não é ir passear! É ir ver o meu filho, eu sei que ele precisa de mim!-Disse eu, sentando-me na cama. A enfermeira voltou com a cadeira, ela e o Nolito ajudaram-me a sentar e depois a enfermeira conduziu-me até à sala das incubadoras.

Entrá-mos, a enfermeira disse qual era o berço do nosso menino e saiu. E lá estava ele, um pouco mais pequeno que os outros mas lindo. Aproximei-me do vidro, fiz-lhe uma festa e ele abriu um pouco os seus pequeninos olhos.
-Olá Diego! É a mãe! E este é o papa!-Disse eu, fazendo-lhe uma festa na mão. Ele continuava de olhos abertos e a olhar na nossa direcção como se estivesse muito atento ao que dizíamos.                                                                      


-Olá campeão!-Disse o Nolito.


-Tens de ser forte!-Disse eu. Assim que disse isto ele apertou o meu dedo que estava na sua mão.
-Ele é forte!-Disse o Nolito.


Depois de mais algum tempo a mimar-mos o nosso menino, a enfermeira mandou-me ir descansar. Voltá-mos ao quarto onde já estavam os meus pais de volta da Diana e do Pablo.
-São tão lindos!-Disse a minha mãe.

-Pois são!-Disse eu.

-E tens muitas dores?-Perguntou ela sob o olhar atento do meu pai.

-Algumas! Mas essas preciosidades compensaram tudo!-Disse eu.

-Nós vamos ver o Diego! Assim o Lima e o Garay podem entrar!-Disse ela.

-Eles já aí estão?-Perguntou o Nolito.

-Já! Chegaram há pouco!-Disse a minha mãe.

-E o Miguel?-Perguntei eu.

-Também já está lá fora! Vai ver primeiro o afilhado e já aqui vem!-Disse o meu pai.

-Ahh muito bem!-Disse eu. Ele saíram todos e passado poucos minutos bateram à porta. Era o Lima e a Joana e o Garay.

-Podemos?-Perguntaram eles.

-Claro, padrinhos babados!-Disse eu a sorrir. Eles entraram, o Lima e a Joana dirigiram-se logo para o berço da Diana e o Garay para o berço do Pablo. Agarraram neles ao colo e o Nolito aproveitou para tirar uma fotografia a cada um para mais tarde recordar.
 


-Que bem que vos fica!-Disse eu. Eles sorriram e mimaram-nos mais um pouco.

-É um treino para vocês, para o futuro!-Disse o Nolito.

-Por falar em treino, eu vim mesmo só ver estas três coisas maravilhosas mas vou-me já embora que até tenho medo que a Ana se lembre de entrar em trabalho de parto e eu não estar lá!-Disse o Garay, deitando o Pablo no berço.

-Ainda falta um mês mas nunca se sabe.-Disse eu.

-Pois, por isso, vou-me embora!-Disse ele.

-Obrigada pela visita padrinho e futuro pai babado!-Disse eu.

-Goza Goza! Está aqui uma prenda para ele!-Disse o Garay.

-Gracias!-Disse o Nolito, segurando no saco que ele tinha mão.

-Loja do Benfica!-Disse o Nolito, olhando para o saco. 

-Claro! Tem de começar a respirar Benfica!-Disse o Garay.

-Abre, abre!-Disse eu. O Nolito abriu o saco e sorriu. Foi tirando cada objecto de dentro do saco, cada um mais lindo que o outro!
 




-Muchas Gracias!Que coisas mais lindas!-Disse eu.

-Tudo o que é Benfica é lindo!-Disse o Garay a sorrir.

-Pois é!-Disse eu.

-Bem, agora é que eu vou mesmo!-Disse ele dando um beijo na testa do Pablo e despedindo-se de cada um de nós, saindo a seguir.

-Agora é a nosa prenda para a Diana!-Disse a Joana passando um saco para a mão do Nolito.

-Loja do Benfica?-Perguntou o Nolito.

-Sim! Ou queres ver que lá por ser rapariga não pode ter coisas do Benfica?-Perguntou a Joana.

-Não é isso mas...-Disse o Nolito.

-Mas nada! Abre!-Disse eu. Ele não disse mais nada e abri. Tal como eu imaginava não eram coisas como as que o Garay deu ao Pablo, tirando os ténis que apenas mudavam  a cor.

  



-Oh que coisas tão fofinhas! Obrigada!-Disse eu.

-Pronto, já mudei de ideias! Pode ter coisas do Benfica!-Disse o Nolito.


30 MINUTOS DEPOIS...
O Lima e a Joana já tinham saído e estava-mos apenas eu, o Nolito, o Pablo e a Diana que dormiam serenamente, até agora tinham-se portado muito bem. Enquanto o Nolito olhava por eles, eu tentava descansar um pouco mas bateram à porta.
-Sim entre!-Disse eu. A porta abriu-se e a minha boca também, de espantada. Vinha o meu irmão seguido da enfermeira, a empurrar o berço do Diego que tinha uma bola ao lado.

-Surpresa!-Disse o meu irmão. E que surpresa! Ainda à poucas horas o tinha visto na incubadora.

-Parece que ele só queria mimo e saber que tinha a mãe por perto, que não tinha fugido!-Disse a enfermeira a sorrir.

-Mas ele já está bem?-Perguntei eu preocupada.

-Totalmente não mas já não precisa de ajuda para respirar.-Disse a enfermeira.

-Que bom!-Disse o Nolito, enquanto o meu irmão me punha o Diego no colo.

-A mamã está aqui e não vai fugir.-Disse eu a sorrir.

-Bem mana vou indo que a avó do Nolito já está à espera!-Disse eu

-Ok! Como é que tens estado?-Perguntei eu.

-Bem! Pronto para outra!-Disse ele.

-Nem digas uma coisa dessas!-Disse eu. 

-Estava a brincar!-Ele sorriu, despediu-se de todos e saiu. Passado alguns minutos bateram à porta de novo. Era a avó do Nolito.

[NOLITO]
-Abuela!-Disse eu abraçando a minha avó.

-Então como é que estão esses pequenos?-Perguntou ela.

-Bem! Este é o Pablo, a Diana e no colo da Sofia é o Diego!-Disse eu. A Sofia passou o Diego para o colo dela que se deliciava a olhar para ele.

-Manuel...lembras-te daquela foto do teu avô quando era bebé que está na sala?-Perguntou ela. A minha avó chamava-me sempre pelo primeiro nome ou por Manu.

-Sim!-Disse eu, olhando para ela e depois para o Diego e quando percebi onde ela queria chegar voltei a olhar para ela.

-Percebes-te?-Perguntou ela. Se tinha percebido! As parecenças eram algumas.

-Sim! Cabelo claro, olhos claros, rosto oval...algumas parecenças!-Disse eu. A minha avó sorriu enquanto deixava escapar algumas lágrimas.

-Diego...Diego Manuel!-Disse eu, deixando correr também algumas lágrimas.- Manuel como o pai e como o avô.

-Perfeito!-Disse a Sofia que também já chorava.

-Gostava tanto que ele ainda fosse vivo para conhecer os netos.-Disse eu.

-Eu também! Mas sabes que ele está muitos feliz por ti....e pela família linda que estás a construir.-Disse a minha avó fazendo nos chorar a todos mais um pouco.

-Posso?-Perguntou uma médica que estava à entrada do quarto.

-Claro! Entre!-Disse a Sofia.

-Vinha-vos comunicar os resultados de alguns testes que tínhamos feito ao Diego e dar algumas notícias!-Disse ela.

-Notícias boas ou más?-Perguntei eu.

. . . (Contínua no próximo capítulo)
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Olá a Todas!
Espero que tenham gostado do que lerem! Eu amei escrever este capítulo!
Tal como tinha prometido este capítulo está recheado de coisas boas, fofinhas e nada de más notícias!
Agora fico à espera dos vossos comentários, eles são muito importantes para mim (seja bons ou maus)!
Besos!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

42-"Son nuestros hijos!"

3 MESES DEPOIS....
Passaram três meses, ora de nervosismo total ora de pasmaceira. O primeiro foi de algum stress e ainda preocupação com o meu irmão e nos outros dois apenas sai de casa para apanhar ar, o resto do tempo foi passado em casa na companhia da Joana (no último mês) e da minha mãe.

A Joana voltou a Vigo com a maravilhosa notícia que afinal o filho era fruto de uma noite de copos com o homem que veio a ser o namorado, o Lima. Depois ficou apenas dois dias e voltou a Lisboa com o Lima que iniciou a nova época ao serviço do Benfica.

O 1º mês fora passado quase todos os dias no hospital. Depois de iniciada a transfusão ele teve várias recaídas e até eu por algumas vezes temi perdê-lo. Passei muitas horas no hospital acompanhada da minha mãe, que nunca saiu de perto do meu irmão. E a surpresa maior: o meu pai, quase nunca tinha saído da cabeceira da cama, apenas foi uma vez a Lisboa e insistia muitas vezes para ficar a dormir no hospital. O Nolito apoiava como podia, entre os treinos também passava a maior parte do tempo no hospital a mimar-me e a dar-me apoio. 

Ao fim do 1º mês passado no hospital, os sinais de recuperação já eram evidentes. O meu irmão tinha recuperado a cor que tinha, a força e ficou apenas mais uma semana no hospital. Estava tudo finalmente mais calmo e iria poder descansar. Voltámos todos a casa, o meu irmão, a Maria e o Tiago ficaram apenas 2 dias em minha casa, depois voltaram a Madrid. O meu pai voltou a Lisboa com a promessa de que voltaria e a minha mãe ficou, queria ficar até ao nascimento do neto

O mês seguinte foi de muito descanso a mando da médica. Era mimada todos os dias pelo Nolito, pela minha mãe e pela Joana (que tinha voltado para assistir ao meu 8º mês de gravidez e depois voltaria a Lisboa para junto do Lima, voltando apenas quando os minimeus nascessem), faziam-me tudo e cansei-me um pouco disso, parecia que estava inválida. Saí poucas vezes de casa, a barriga já pesava muito e além disso achavam que me ia cansar e então pouco saia, só mesmo quando eu o exigia muito. Não podiam contrariar as vontades de uma grávida.

A minha gravidez corria bem apesar do meu nervosismo constante com tudo isto, só um dos minimeus continuava a crescer mais devagar que os outros. E já estavam dois deles de cabeça para baixo e o mais pequeno continuava na posição inicial. O médico disse-me que poderia acontecer ele nascer mesmo assim, apesar de ser mais complicado.
Barriga dos 6 meses

Barriga dos 7 meses

No fim do 7º mês, a barriga estava cada vez mais pesada e maior, as dores de costas eram mais que muitas e agora já era eu que pedia mesmo ajuda para me vestir, para me movimentar de um lado para o outro e para tomar banho. Com o tamanho da minha barriga, já quase que nem os meus pés eu vejo.
Barriga com 7 meses e 3 semanas

18 de Agosto de 2013...
Esta noite passei-a muito mal. Desde acordar várias vezes durante a noite, os pequenos mexerem-se muito durante a noite e alguma má disposição, tudo me incomodava. Voltei a despertar eram 09:00h, o Nolito vestia-se para sair para o treino.
-Buenos Dias! Acordei-te?-Perguntou ele.

-Buenos Dias! Não, eu é que voltei a acordar mais uma vez.-Disse eu, levantando-me da cama a muito custo.

-Tenta descansar. Esta noite dormis-te pouco.-Disse ele.

-Tu também não dormiste melhor. Acordas-te sempre que eu acordei, deves estar cheio de sono.-Disse eu.

-Um bocado mas eu já desperto. O teu pai sempre vem cá almoçar hoje?-Perguntou ele. O meu pai tinha-me ligado ontem a dizer que hoje às 11:30h chegava a vigo e queria almoçar comigo.

-Sim! Só não me disse o que vinha fazer.-Disse eu.

-Até lá tenta descansar...-disse dando-me um beijo- e vocês...-poisou a mão na minha barriga para depois a beijar.-...colaborem!-Disse ele, a sorrir.
-Eles não andam muito colaborativos mas vou tentar descansar mais um pouco.-Disse eu, caminhando até à cama e sentando-me.

-Queres ajuda?-Perguntou ele.

-Não!-Disse eu tentando me ajeitar na cama e chegar as coisas que eu queria, tentativa falhada claro.-Ok! Ajuda-me!-Disse eu, ao que o Nolito respondeu com um sorriso.


O Nolito acabou de se arranjar e saiu para o treino. Eu voltei a deitar-me, consegui descansar durante duas horas. Por volta do 12:00h o Nolito voltou e o meu pai também tinha chegado. Saí da cama vesti um top e uns calções, das poucas que ainda consegui vestir. Desci e fui surpreendida pelo meu pai a conversar com a minha mãe, algo que não acontecia há muito tempo.
-Interrompo alguma coisa?-Perguntei eu, assim que entrei na sala.

-Não! Como é que estás?-Perguntou o meu pai dando-me dois beijinhos.

-Bem, dentro dos possíveis.-Disse eu.

-E o teu marido onde anda?-Perguntou ele.

-Ali!-disse eu apontando para a porta da sala onde tinha aparecido o Nolito.-Mas porque?-Perguntei eu.

-Sentem-se! Quero vos comunicar uma coisa!-Disse o meu pai.

-Estás a deixar-me preocupada!-Disse eu.

-Não te preocupes! Eu só quero dizer que me despedi do meu trabalho em Lisboa.-Disse ele.

-Então e agora?-Perguntou a minha mãe.

-Agora fui transferido para outra empresa aqui em Vigo!-Disse ele.

-A sério? Fizeste isto por nós?-Perguntei eu curiosa.

-Sim! Quero recuperar o tempo perdido contigo e com o teu irmão, quero acompanhar o crescimento do meu neto e talvez recuperar pessoas que perdi.-Disse ele, olhando a minha mãe de relance. Será que a nossa família estava a unir-se de novo? Era a melhor coisa que poderia acontecer. Mas esperava que fosse mesmo por amor à família e não apenas para estar mais perto do neto ou só por favor.

-Agora podes ficar aqui em casa!-Disse eu.

-Aceito! Mas depois vou arranjar uma casa para mim.-Disse ele.

-Tu é que sabes mas podes ficar o tempo que quiseres.-Disse eu.

-Obrigada filha!-Disse ele. Nesse momento senti uma sensação estranha na barriga, diferente do costume, algo que nunca tinha sentido. Seria uma contracção? Não podia, ainda me faltava 1 mês e 1 semana de gestação. A minha reacção foi pôr logo a mão na barriga.

-Está tudo bem?-Perguntou o Nolito, chegando-se perto de mim.

-Acho que eles estão contentes com a notícia!-Disse eu.

-Mas o que é que sentes?-Perguntou a minha mãe.

-Uma sensação estranha na barriga que nunca tinha sentido, do lado esquerdo.-Disse eu.

-Mas não te dói nada?-Perguntou ela.

-Não. Já está a passar! Vamos almoçar!-Disse eu.


Fomos todos até à cozinha onde estava a Joana à nossa espera para o almoço. Almoça-mos calmamente mas durante o almoço voltei a sentir duas vezes aquela sensação esquisita que tinha sentido antes. Não me manifestei porque não queria preocupar ninguém. Estávamos a acabar de almoçar quando voltei a sentir o mesmo mas com maior intensidade e não consegui não me manifestar.
-Ai!-Disse eu pondo a mão na barriga.

-Estás bem?-Perguntou o Nolito.

-A mesma sensação que à bocado mas mais forte.-Disse eu.

-É melhor ires ao hospital.-Disse a minha mãe.

-Tem mesmo de ser?-Perguntei eu.

-Sim é melhor!-Disse a minha mãe.

-Então vamos.-Disse eu com pouca vontade.


Vesti qualquer coisa que me tapasse um pouco mais e saímos para o hospital. Assim que lá chegamos, fui logo atendida. Tiveram de ficar todos na sala de espera enquanto eu fui conduzida a uma sala para ser observada. Depois de alguns testes perceberam o que se passava e levaram-me de volta à sala de espera onde me esperavam todos ansiosos.
-Então o que tens?-Perguntou o Nolito, assim que me viu entrar sentada numa cadeira de rodas que a enfermeira empurrava.

-Foi só um susto!-Disse eu.

-Ela pode voltar a casa. O que ela teve foram contracções preparatórias. São contracções falsas que são como uma preparação para as do parto com a diferença que nestas não se sente dor e que acontecem com espaço de tempo irregulares.-Disse a enfermeira.

-E é seguro ela voltar para casa?-Perguntou a minha mãe.

-Sim!Caso sinta dores ou que estas continuem,volte ao hospital.-Disse a enfermeira.

-Obrigada!-Disse eu.O meu pai e o Nolito ajudaram-me a levantar da cadeira e saímos do hospital.


Entrá-mos no carro e o Nolito conduziu até casa. Estávamos quase a chegar a casa quando me comecei a sentir desconfortável com pequenas dores que tinha na barriga. Passado uns minutos comecei a sentir-me molhada. Olhei para o banco do carro e reparei que estava encharcado e com algumas manchas de sangue.
-Pára o carro! Volta para trás!-Disse eu assustada. Nunca tinha passado por nada disto, era tudo novo para mim. Nem sequer alguma vez tinha pensado seriamente sobre como seria o parto e agora estava tudo a passar pela minha cabeça.

-Para o hospital?-Perguntou o Nolito, encostando o carro na berma da estrada.

-Sim.-Disse eu.

-Mas...não te estás a sentir bem?-Perguntou ele.

-Estou mas...as águas rebentaram.-Disse eu, olhando de novo para o banco do carro. Olharam todos para o banco para confirmarem o que eu dizia, principalmente a minha mãe.

-Vamos então!-Disse o Nolito com uma calma extrema que me enervou. Eu comecei a ficar muito nervosa e desatei a chorar.

-Não chores! Vai correr tudo bem!-Disse o Nolito, dando-me a mão e beijando-a a seguir. A seguir arrancou na direcção do hospital.

-Tenho medo!-Disse eu.

-Não tenhas filha. Vai correr tudo bem!-Disse a minha mãe.

-Eu nunca pensei como seria o parto e as dores, agora que as águas rebentaram é que estou assustada porque não sei o que me espera.-Disse eu.

-Mas não fiques! Todas as dores que possas vir a ter depressa as vais esquecer quanto tiveres os o Diego, o Pablo e a Diana nos teus braços.-Disse ela. O Nolito sorriu para mim e eu correspondi.

-Sim é melhor pensar nisso!-Disse eu.


Em 10 minutos já estávamos no hospital de novo, pelo caminho a minha mãe foi me dando algum apoio e tentando acalmar-me. Assim que entrei fui levada para dentro enquanto que ficaram todos na sala de espera. Fui examinada e deixada em repouso duas horas visto que as contracções eram espaçadas com intervalos de 20 minutos e a dilatação ainda não era a certa.

2 horas depois....
[SOFIA]
Passaram duas horas. As dores aumentaram, já tinhas contracções de 10 em 10 minutos passando depois para de 5 em 5 minutos e eram cada vez mais fortes. Continuava sem perceber porque é que não tinham deixado entrar ninguém, queria alguém ao meu lado. Passado meia hora comecei a ter contracções muitos regulares e a médica informou-me que estava a entrar em trabalho de parto. O pânico assolou-se sobre mim e desatei a chorar. Só queria alguém ao meu lado naquele momento.

[NOLITO]
Já estava na sala de espera à 2 horas e ninguém nos vinha dizer nada. Aproveitei para avisar a minha avó e os padrinhos. Assim que desliguei a chamada entrou a enfermeira.
-É o marido que vai assistir ao parto?-Perguntou a enfermeira.

-Sim!-Disse eu.

-Então venha que a sua mulher está a entrar em trabalho de parto.-Disse ela. Nesse momento os nervos começaram a apoderar-se realmente de mim. Queria que tudo corresse bem mas sabia que a Sofia já deveria estar a sofrer. Corri atrás da médica até à sala onde tive de desinfectar as mãos e vestir uma bata para poder entrar na sala de partos.

Assim que entrei vi a Sofia deitada na cama e com bastantes contracções comparadamente com as que tinhas no início. 
-Mi amor! Finalmente!-Disse ela.

-Nunca mais me deixavam entrar.-Disse eu, dando-lhe um beijo na testa e dando-lhe a mão.

-Estou cheia de medo, as contracções estão a ser horríveis.-Disse ela.

-Pensa que vai correr tudo bem e daqui a nada tens os três no teu colo!-Disse eu.

-Olha vem ai outra contracção....Ahhhhhhh!-Gritou ela.

-Vamos começar o parto! Comece a fazer força! Está na hora de eles virem ver os pais mais lindos!-Disse a enfermeira a sorrir.

-Podes apertar a minha mão!-Disse eu. Antes de ter começado a falar já ela apertava a minha mão. Pensei por momentos que ia ficar sem mão.

-Faça força mais uma vez que está quase um rapagão cá fora!-Disse a médica. E assim ela fez, depois dos gritos da mãe ouviram-se os do filho. Ele chorou com toda a força que tinha.
-O nosso filho!-Disse a Sofia, muito emocionada. E eu estava igualmente emocionado. Era tão lindo e tão pequeno, frágil.Poisaram o bebé no colo dela mas depois levaram-no logo.

-E só faltam dois!-Disse eu.

-Ajudas muito assim! Ainda faltam dois!-Disse ela.

-Faça força!-Disse a médica.

-Ahhhhhhh!-Gritou ela enquanto fazia força.

-Mais uma vez e está cá fora uma linda menina!-Disse a médica.

-Força amor! Está quase.-Disse eu.

-Ahhhhhhh!-Gritou ela mais uma vez. Logo de seguida ouviu-se um pequeno choro, não tão alto como do menino mas ia chorando aos bocadinhos. Depois dos gritos, viu-se um sorriso no rosto da Sofia quando puseram a Diana ao lado dela.

-Só falta o último rapagão!-Disse a enfermeira.

-Não sei consigo.-Disse a Sofia muito cansada.Ela estava toda a suar e ainda faltava mais um. Agora percebia o que as mulheres sofrem para trazer ao mundo estes seres lindos, com os nossos genes.Está a ser tudo mágico e não conseguia não deixar escapar algumas lágrimas.

-Consegue! Aproveite a próxima contracção!-Disse a médica.

-Ahhhhhhh!-Gritou ela enquanto fazia força durante mais uma contracção.-Ahhhhhh!-Voltou a gritar, enquanto me apertava a mão.

-Aqui está ele!-Disse a enfermeira. Cortei o cordão umbilical e eles levaram-no logo para uma cama ao lado. 
Ele estava com pouca cor. E parecia-me que não estava muito bem. Assim que olhá-mos para o lado estavam a dar-lhe oxigénio e depois levaram-no para uma outra sala.
-O que é que ele tem?-Perguntou a Sofia.

-Ele vai ficar bem amor!-Disse eu.

-Ele nasceu muito pequenino e ainda não tem os pulmões totalmente desenvolvidos. Vamos ver o que conseguimos fazer.-Disse a enfermeira.

-Não chores! Ele vai ficar bem!-Disse eu.

-Sim, pensamento positivo acima de tudo!-Disse ela, sorrindo.

-Son nuestros hijos!-Disse eu, deixando escapar algumas lágrimas.

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Olá a Todas!
Espero que tenham gostado!
O que acharam do capítulo no geral e de todos os acontecimentos? Mais uma vez não vou deixar perguntas para não restringirem os vossos comentários às minhas perguntas.
Mas deixam os vossos comentários, eles são muito importantes! Principalmente neste capítulo que eu amei escrever!
Besos!