Música

terça-feira, 16 de julho de 2013

29-"E desculpem o susto minimeus! O Pai não volta a fazê-lo! "

-Responde, senão vou começar a gritar!-Disse eu. Nesse momento comecei a ouvir passos a aproximarem-se da casa de banho. Como mais uma vez não obtive resposta comecei a gritar. 

-Ahhhhhhhhh!!! Socorrooo!!!-Gritei eu. Em poucos segundos essa pessoa entrou na casa de banho. A minha reacção foi fechar os olhos mas continuar a gritar para ver se alguém me ouvia. Ouvi a porta a abrir e alguém a aproximar-se muito depressa de mim e a tapar-me a boca. Eu tremia por todos os lados e não sabia se havia de abrir os olhos.

-Schiuuuuuuu!-Disse a pessoa.Aquela voz, aquele toque.

-Sou eu! Abre os olhos!-Abri apenas um olho e espreitei para ver quem era.Era ele!

-Mas tu és parvo? Queres me matar do coração? Queres que os minimeus tenham um ataque de coração tão pequenos?-Disse eu a gritar, descontrolada e a tremer por todos os lados.

-Agora que já descarregas-te tudo, respira fundo e acalma-te.-Disse ele.

-MANUEL AGUDO DURÁN achas que já descarreguei tudo? Achas? É bom que saias da minha frente porque eu vou bater-te.-Disse eu indo na direcção dele mas o Nolito agarrou-me nos braços para me controlar.Nesse preciso momento ouve-se a porta do quarto a abrir com um grande estrondo.O que é que era agora?

-Largue-a imediatamente!-Disseram os dois seguranças que agarraram no Nolito pelos braços para levarem para fora do quarto.

-Parem! Larguem-no!! Eu trato disto! Podem sair!-Disse eu.

-Tem a certeza?-Perguntaram os seguranças.

-Sim tenho!-Disse eu. Eles largaram-no e saíram do quarto.

-Quem diria que eu vinha te fazer uma surpresa e dava nisto!-Disse ele a rir.


-Porque é que não me avisas-te?-Perguntei eu.

-Porque quis fazer uma surpresa.-Disse eu.

-Então quando falámos ao telefone já vinhas a caminho e disseste-me Hasta Mañana?!-Disse eu.

-Eu disse Hasta Mañana mas a vontade era dizer Hasta Luego. E não vinha a caminho já tinha chegado mas fui jantar e comprar isto!-Disse ele esticando-me um bouquet para a mão.

-Flores?-Perguntei antes de segurar.

-Não! Vê!-Disse ele. Não eram flores. Era um bouquet, não de flores mas sim de bombons e rebuçados. 

-Doces!-Disse eu como se fosse uma criança a quem se dá doces e fica aos pulos.

-Ainda bem que não comprei flores! Ainda me davas com elas, assim os doces podes descarregar os nervos neles.-Disse ele a sorrir.

-Que engraçado!-Disse eu.

-Mas já estás mais calma?-Perguntou ele.

-Já! Só preciso de descansar.-Disse eu, tirando um bombom do bouquet e deitando-me na cama. O Nolito despiu-se e fez o mesmo.

-Quando chegarmos a Vigo temos de marcar a consulta dos 4 meses.-Disse o Nolito.

-Pois é!-Disse eu.

-E desculpem o susto minimeus! O Pai não volta a fazê-lo! Mas a vossa mãe também é culpada.-Disse o Nolito, pondo beijando a minha barriga e falando para ela.

-Agora a culpa é minha? O vosso pai tem uma lata.-Disse eu, enquanto o Nolito se ria e acariciava a minha barriga. E assim adormeci, como já vem sendo hábito.


No dia seguinte:
-Bom Dia!-Disse-mos os dois assim que acordá-mos.

-Eu ficava a dormir mais um bocado!-Disse eu.

-Andas tão preguiçosa!-Disse o Nolito dando-me um beijo.

-Mas vá! Vamos! Senão daqui a nada está aí o meu irmão.-Disse eu.

-Pois é! Vocês estão a dar-se bem?-Perguntou ele.

-Sim! Olha eu convidei-o para ir passar uns dias lá a casa com a mulher e o filho. Não te importas?-Perguntei eu.

-Claro que não! Percebo que queiras recuperar os anos perdidos e conhecer o teu sobrinho.-Disse ele.

-Já te disse que és o melhor marido do mundo?-Perguntei eu.

-Não!-Disse ele a sorrir.

-És o melhor marido do mundo!-Disse eu, a sorrir.


Depois tomá-mos um banho, vestimos-nos e fomos ter com o meu irmão à sala dos pequenos-almoços.
-Bom Dia!-Disse eu.

-Bom Dia!-Disse eu e o Nolito.

-Ia perguntar se a noite tinha corrido bem mas já percebi que sim!-Disse o Miguel.

-Uma parte da Noite sim!-Disse eu a sorrir para o Nolito.

-Vocês ontem não ouviram a confusão que houve aqui no Hotel? Alguém a gritar e depois os seguranças arrombaram uma porta.-Perguntou ele.

-Pois...isso.-sorri e apontei para o Nolito.-A culpa foi dele mas é uma longa história.


Fomos tomar o pequeno-almoço e íamos a sair do hotel quando fomos chamados por um funcionário do hotel.
-Desculpem! Não podem sair!-Disse o senhor.

-Porquê?-Perguntou o Nolito.

-Tem os estragos para pagar.-Disse eu.

-Quais estragos?-Perguntei eu.

-Da porta.

-Não temos de pagar estragos nenhuns, vocês arrombaram a porta porque quiseram.-Disse eu.

-Esquece! Eu pago.-Disse o Nolito.


Saímos do hotel e ainda estivemos um pouco à conversa mas depois chegou a hora de irmos. Fomos deixar o Miguel ao aeroporto e seguimos viagem até Vigo. Ainda fizemos três paragens até lá chegarmos mas passado 4 horas estava-mos em casa.
-Finalmente em casa!-Disse eu, largando as malas e sentando-me no sofá.

-Para quando é que combinas-te com o teu irmão?-Perguntou o Nolito.

-Para daqui a dois dias.-Disse eu.

-Então temos dois dias só para nós!-Disse ele.

-Não te ponhas com grandes ideias que esta barriga não ajuda.-Disse eu.


Umas horas depois...
Já tínhamos almoçado e estava-mos os dois aninhados um no outro a ver televisão quando me deu um desejo repentino. Um desejo diferente. Nada de comidas nem de doces.Isso fez-me saltar no sofá e olhar para o Nolito.
-Que foi?-Perguntou-me o Nolito.

-Acho que estou arrependida daquilo que disse.-Disse eu.

-Do que?-Perguntou ele.

-Não queres voltar a ter aquelas ideias que eu disse que não podias ter por causa da minha barriga?-Perguntei eu com cara de triste.

-É para já!-sorriu-Que tal isto?-Perguntou ele, dando-me beijos por todo o corpo.

-Mais!-Depressa despi-mos as nossas roupas matá-mos o nosso desejo.


2 Dias Depois...
Foram 2 dias de muito descanso e muito amor. Hoje chega o meu irmão, com a mulher e o filho para cá passar 1 semana. Estou muito contente por os ir conhecer.
Levantámos-nos, vestimos-nos e tomá-mos o pequeno-almoço. Eram 11h quando tocaram à campainha. Eram eles! Apressei-me a ir abrir a porta, seguida do Nolito.
-Bom Dia!!-Disse eu. Cumprimentei o meu irmão com dois beijinhos.

-Esta é a Maria!-Disse o meu irmão. Ia a cumprimentar a mulher dele mas quando olho com mais atenção para a cara dela, reconhecia-a. Era ela. A Maria que eu conhecia.Não podia ser, mas era.


Espero que gostem e comentem.Os vossos comentários são muito importantes.

domingo, 14 de julho de 2013

28-"...Não vale a pena adiar o inadiável"

No dia seguinte.....
Acordei só às 11 horas mas por mim dormia ainda mais mas fui acordada por beijos do Nolito que já tinha voltado do treino.
-Deixa-me dormir!


-Levanta-te! Quero estar contigo antes de ires para Lisboa!


-Então vai-me fazer umas torradas!


-E levantas-te daí?


-Sim.Mesmo que eu não me levantasse ias fazê-las na mesma.-Disse eu para o picar.


-Por acaso ia mas só mesmo por causa de estares grávida.-Respondeu ele e saio logo do quarto enquanto eu fiquei mais um pouco na cama até que me comecei a sentir mal disposta e tive de me levantar para ir a casa de banho.


-Então estavas mal disposta?-Perguntou o Nolito assim que chegou a casa de banho depois de já ter deixado as torradas no quarto e ter dado pela minha falta.


-Estava. Espero que isto passe depressa, até porque já estou a caminho do 4° mês.


-Espero que sim! Isso e o teu lindo mau humor matinal.- Disse o Nolito.


-Não te metas com o meu mau humor que ele não responde por mim.-Disse eu sorrir.


-Tem vida própria?-Perguntou o Nolito em tom de gozo.


-Tem! As torradas?-Perguntei eu.


-Estão no quarto!-Respondeu ele.Fomos para o quarto onde devorei as torradas num instante. Depois aproveitá-mos para estar um bocado juntos antes de eu ir para Lisboa.



Depois de almoçar-mos o Nolito foi-me levar ao aeroporto para a última viajem de avião que a minha médica me permitiu ter. Ele queria vir comigo mas daí a 1 hora tinha os testes médicos no Celta. Passado 1 hora eu já estava em Lisboa e encontrei-me com o meu irmão no local de tínhamos combinado por telemóvel, um café perto da casa da nossa mãe.
-Boa Tarde!- Disse eu,dando-lhe dois beijinhos, assim que cheguei perto dele.


-Boa Tarde!-Respondeu ele.


-Então como é que estás?-Perguntei-lhe eu, visto que ia estar com a nossa mãe depois de muitos anos sem a ver por causa de uma discussão.

-Nervoso mas bem. E tu? Essa barriga está  a ficar linda!-Disse ele.


-Linda?-sorri-Está  a ficar enorme não tarda nada e começa a ficar pesada.


-Já sabes o sexo do bebé?-Perguntou o meu irmão.

-Ainda não! Mas eu gostava que fosse 1 menino e 2 meninas-Assim que eu disse isto vi-o ficar com um ar de surpreendido.-Ai espera tu não sabias que eram três pois não?

-Não. Só sabia que estavas grávida. Então quer dizer que vou ser tio não de 1 mas sim de 3 miniaturas.-Disse ele com um grande sorriso.


-Sim! E eu já sou tia?-Perguntei curiosa.

-Já!-sorri de felicidade mas ao mesmo tempo eu estava triste por ter perdido estes momentos da minha vida- Tens de conhecer o Tiago!


-Pois tenho!-sorri-Bem é melhor irmos, não vale a pena adiar o inadiável.-Disse eu.

-Sim vamos!-Respondeu ele.



Saímos do café e caminhá-mos até a casa da nossa mãe que era perto. Ia para tocar à campainha quando o meu irmão me segurou na mão e não me deixou tocar.
-Não queres entrar?-Perguntei confusa.


-Quero! Mas promete-me que não te exaltas e que ficas sempre calma.-Pediu o meu irmão.


-Eu prometo!-Disse eu para o acalmar. Respirei fundo e toquei à campainha.A minha mãe veio logo abrir.


-Filha!-Disse a minha mãe assim que me viu, dando-me logo um abraço.


-Podemos entrar?-Perguntei eu.


-Podem!-entrá-mos os dois e fomos para a sala.-Quem é este rapaz?-Perguntou a minha mãe. Será que ela já não reconhecia o próprio filho ou estava a fazer de conta que não sabia quem ele era?


-Já não reconheces o teu próprio filho?-Perguntou o meu irmão. Percebi logo que isto ainda se ia transformar numa discussão.


-Filho?-Perguntou ela, aproximando-se.


-Mãe, temos de ter uma conversa os três! Quero saber tudo!-Disse eu. Sentamos-nos os três no sofá da sala e a minha mãe foi directa ao assunto.


-Eu explico tudo.-Disse ela.


-Eu quero saber o que levou o Miguel a sair de casa e porque é que sempre me disseste que ele não queria saber de nós, quando ele andou até hoje à minha procura para continuar a haver uma relação entre família?-Perguntei eu.


-O teu pai começou a andar com outras mulheres e a culpa foi do teu irmão.


-Foi?-Perguntei eu ao meu irmão.


-Não! 


-Tu é que as apresentavas a ele quando saiam os dois.-Disse a minha mãe.


-Talvez uma ou duas ele tenha conhecido através de mim mas ele só te traiu com elas porque quis. Eu não o mandei fazê-lo. Já me apresentaram muitas vezes mulheres e não foi por isso que eu fui para a cama com elas.-O meu irmão começava a ficar chateado e a dizer tudo o que tinha entalado durante estes anos.


-Mas se não as tivesses apresentado nada tinha acontecido.-Dizia ela ainda convicta que tinha razão.


-Mas será que não percebes que ele não obrigou o pai a fazer nada. Foi tudo da vontade dele.-Disse eu.


-E emprestares as chaves da tua casa para ele ir para lá com as amantes, também é invenção minha?-Perguntou a minha mãe. Eu fiquei a olhar para o meu irmão à espera de uma resposta.


-Eu apenas o fiz uma vez mas quando percebi para o que era, deixei de lhas dar! Eu muitas vezes saia e quando voltava aqui  a casa, as chaves de minha casa tinham desaparecido.


-Então porque é que no dia em que tivemos aquela grande discussão e eu te fiz esta acusação das chaves tu disseste que sim?-Perguntou a minha mãe.


-Porque não valia de nada dizer que a culpa não era minha, tu não acreditavas em mim.-Disse o meu irmão.


-E agora podes-me dizer porque é que sempre me disseste que ele não queria saber de nós e para eu não o procurar?Perguntei eu. Agora era minha vez de perceber a outra parte da história que fez com que eu passasse 10 anos sem o meu irmão.


-Eu resolvi as coisas com o teu pai e se o teu irmão voltasse às nossas vidas ia estragar tudo de novo.- Disse a minha mãe.


-Então quer dizer que achavas e ainda achas que tens razão?-Perguntei eu.


-Eu tenho razão!-Assim que a minha mãe disse isto eu percebi que ela continuava a achar que tinha razão, o que me fez perceber que esta conversa não ia, provavelmente levar a lado nenhum.


-Por isso é que o pai ainda está aqui!-Fui dura mas tinha de ser. Eles estavam separados e isso tudo aconteceu já sem o meu irmão por perto, aconteceu simplesmente porque ele já não gostava da minha mãe.


-Mas olha eu não vou discutir contigo-disse enquanto me levantava do sofá e ela também se levantou-eu simplesmente-dei-lhe dois beijinhos- vou sair. Quando deixares de ser teimosa e perceberes que não tens razão, sabes onde me encontrar.-Disse eu, triste mas ao mesmo tempo aliviada por ter tido esta conversa. Eu tinha mesmo de sair dali senão ia me exaltar e isso não me ia fazer nada bem.


-Vamos?-Perguntei ao meu irmão. Ele apenas me acenou com a cabeça e saímos. A minha mãe nada disse e apenas ficou a ver-nos sair. Tenho a certeza que ela acabará por descer à realidade.

-Estás bem?-Perguntou o meu irmão depois de termos saído de casa da nossa mãe e de estarmos a andar pela rua sem ainda termos dito alguma coisa.

-Sim! Estou aliviada por ter tido esta conversa.Mas tive de sair de lá senão ia me descontrolar e isso não me ia fazer bem.-Disse eu.

-Desculpa ter feito com que vocês se chateassem.-Disse ele.

-Não te preocupes! Eu tenho a certeza que ela quando perceber que não tem razão vai-nos procurar para resolver tudo.-Disse eu.


-Não sei se alguma vez vou ser capaz de a perdoar.-Disse ele.


-Pois eu percebo-te. 



Como já era tarde decidimos não irmos apanhar aviões àquela e, por isso, arranjá-mos um hotel para passar  a noite. Assim que nos instalá-mos e antes de ir jantar, liguei ao Nolito. Ele não atendeu à primeira mas à segunda depois de dois toques ele atendeu.
-Buenas Noches!

-Olá Princesa! Então como correu a conversa?-Perguntou ele.

-Já sei a história toda e a minha mãe não tem razão nenhuma. Quando percebi que ela não ia dar o braço a torcer vim-me embora para não me enervar.-Disse eu.

-Fizeste bem! Então quer dizer que ficaram chateadas?-Perguntou ele.

-Um bocado mas tenho a certeza que ela vai perceber que não tem razão e tudo se resolve.-Disse eu.

-Esperemos que sim!-Disse ele.

-Então e os teus testes médicos correram bem?-Perguntei eu.

-Sim! Então e agora ficas aí até amanhã?-Perguntou ele.

-Fico! Acabei de me instalar no hotel!-Disse eu.

-Qual?-Perguntou ele.

-Onde ficá-mos um vez.-Disse eu.

-Muito bem! Então tem uma boa noite sem mim!-Disse ele a rir-se.

-Sem ti, vai ser uma má noite.-Disse eu.

-Então imagina eu nesta casa enorme.-Disse o Nolito.

-Tadinho!-Disse eu a brincar.

-Olha tenho de ir, o meu irmão está-me a chamar para irmos jantar!-Disse eu.

-Vai lá! Beso!-Disse ele

-Beso! Até Amanhã!-Disse eu.

-Hasta Mañana!


Assim que desliguei a chamada, fui ter com o meu irmão à sala de jantares do hotel.
-Desculpa a demora!-Disse eu.

-Não faz mal! Tens aí a ementa, eu já escolhi!

-Eu quero isto!-Disse eu depois de alguns minutos de indecisão. Depois fizemos os nossos pedidos.

-Então fala-me lá do meu sobrinho!-Disse eu.

-Então o teu sobrinho tem 5 anos, é lindo e um grande pirata!-Disse ele.

-Tenho de o conhecer!

-Pois tens de nos ir fazer uma visita.-Disse ele

-Ou vão vocês a Vigo, porque eu estou proibida de fazer mais alguma viagem de avião depois da de amanhã.

-Ou isso!-Disse ele

-Então só tenho de falar com o Nolito, mas considera o convite feito. 

-Só tenho de falar com a Maria mas considera o convite aceite!-Disse ele a sorrir.


Jantá-mos entre muita conversa e bastantes recordações que nos fizeram soltar algumas gargalhadas. Assim que acabá-mos de jantar voltá-mos cada uma para os seus quartos. Eu precisava mesmo de tomar um banho e dormir estava super cansada por causa da viagem e desta barriga que está a ficar muito pesada.

Entrei no quarto, fui até à casa de banho, despedi-me e tomei um banho relaxante. Estava a vestir-me quando oiço a porta do quarto a fechar-se. Assustei-me porque a porta estava fechada e ninguém devia entrar ali.
-Quem é que está aí?-Perguntei eu, com medo. Mas ninguém me respondeu.

-Responde, senão vou começar a gritar!-Disse eu. Nesse momento comecei a ouvir passos a aproximarem-se da casa de banho. Como mais uma vez não obtive resposta comecei a gritar. Gritei até essa pessoa me fazer calar.

Espero que gostem e comentem. Os vossos comentários são muito importantes.

terça-feira, 9 de julho de 2013

27-"Mas este não é o teu irmão?"

Assim que consegui ver quem estava do outro lado da porta, fui logo ter com o Nolito.
-Mas este não é o teu irmão?-Perguntou-me o Nolito baixinho. A minha cara de espanto era a resposta à pergunta dele. O meu irmão que saiu de casa com 20 anos e quanto eu tinha 14 estava ali, mesmo à minha frente. As feições não tinha mudado, estava igual apesar de agora já ter mais 10 anos do que naquele dia que o vi pela última vez. A minha vontade era de o mandar embora porque sei que ele fez algo de mau aos meus pais, algo que eles nunca me quiseram contar, mas ao mesmo tempo tinha vontade de o abraçar, é o meu irmão.

-Sim.-Disse a gaguejar.-Mas o que é que fazes aqui?-Perguntei eu, tentando assumir uma atitude assumir uma postura mais rígida.

-Eu só quero falar contigo. Andei durante anos à tua procura. Deixa-me falar contigo.-Pedia ele.

-Entra!-Disse eu, tomando a decisão de o deixar entrar para perceber o que se passou durante estes anos.

-Eu vou vos deixar a sós!-Disse-nos o Nolito.-Alguma  coisa estou lá dentro.-Disse ele, agora para mim.

-Senta-te!-Disse eu, sentando-me no sofá.

-Posso começar ou queres dizer alguma coisa primeiro?-Perguntou ele.

-Podes.Eu só quero saber o porque de nunca teres querido saber da nossa família e de mim.-Disse eu.

-Não querer saber de ti?Eu procurei-te durante anos.-Disse ele.

-Mas a mãe disse que tu não querias saber de nós, que tinhas ido fazer a tua vida longe de nós.

-E fui. Mas eu sempre quis manter o contacto contigo mas a mãe nunca mais me deixou entrar lá em casa nem me chegar perto de ti.-Disse ele.

-Então quer dizer que sais-te de casa? Mas foste para onde?-Perguntei eu.

-Para uma casa que eu tinha. E uns anos depois, como fiquei desempregado e não arranjei trabalho e descobri que já tinhas saído de casa, já não tinha mais nada que me prendesse a Portugal, fui para Madrid onde estou até hoje.-Disse ele.

-Então quer dizer que nunca desistis-te de me procurar?-Perguntei, tentando perceber se ele estava a dizer toda a verdade. Mas se era verdade, porque é que a minha mãe nunca me deixou procurá-lo e sempre me disse que ele não queria saber de nós? Esta era a pergunta que mais ecoava na minha cabeça.

-Não! Nunca! 

-Mas porque é que sais-te de casa?-Perguntei eu.

-Discussões com a mãe por causa do pai. Mas se quiseres saber mais pormenores vai ter de ser ela a dizer-te.

-Pois. Vou ter de ter uma conversa com a mãe. E como é que me descobris-te aqui?-Perguntei.

-Através das revistas. Mas só agora é que pude vir até aqui. E confesso que ao mesmo tempo tinha algum  medo que não quisesses falar comigo.-Disse ele.

-Eu sempre quis falar contigo. Mas parece que fui guiada por uma mentira.-Disse eu.

-Agora não penses nisso. Eu estou aqui! E estarei sempre a partir de hoje, se quiseres.-Disse ele.

-Obrigada por trazeres a verdade.-Disse eu, abraçando-o. Depois daquele abraço fiquei um pouco pensativa.

-Em que é que estás a pensar?-Perguntou ele.

-Tenho de ir falar com a mãe. Quero saber tudo!-Disse eu.

-Estás a pensar ir falar com ela quando?-Perguntou ele.

-Eu vou hoje para Vigo. Assim que passar a apresentação do Nolito ao Celta de Vigo e os exames médicos, eu vou para Lisboa.-Disse eu.

-Então fica com o meu contacto para nos voltarmos a ver.-Disse ele.

-Eu queria te pedir uma coisa.-Disse eu.

-Diz.

-Podes vir comigo a Lisboa?-Ele ficou bastante pensativo.-Eu sei que deve ser difícil mas...-Eu não consegui acabar de falar porque ele me interrompeu.

-Não digas mais nada! Eu vou!-Disse ele.

-Obrigada! Então eu amanhã ligo-te para combinar-mos tudo.-Disse eu.

-Ok. Então eu vou andando. Não quero interromper mais as vossas arrumações.Até daqui a dois ou três dias então.


Despedi-me do meu irmão, levei-o à porta e fui à procura do Nolito. Ele estava na cozinha 
com o jantar já na mesa.
-Já tens o jantar pronto?-Perguntei.

-Já!

-Desculpa a minha demora.-Disse eu.

-Não faz mal.Vocês tinham muito para esclarecer.-Disse o Nolito.

-Eu depois conto-te tudo.-Disse eu.

-Não é preciso. Eu ouvi tudo.-Disse ele.

-Seu cusco.-Disse eu.

-Tens a certeza que queres ir a Lisboa?-Perguntou ele.

-Sim tenho de esclarecer isto tudo.-Disse eu.

-Eu vou contigo!-Disse ele.

-Não vais nada! Eu vou daqui a dois dias, tu já começas os treinos.-Disse eu.

-Pois é! Mas promete que não te enervas!?

-Eu prometo!-Disse eu.

Depois desta conversa. jantá-mos muito calmamente mas depois da cozinha arrumada fomos logo dormir porque estávamos cansados.


No dia Seguinte....
Acordá-mos às 12 horas, almoçamos e trouxemos as nossas malas para a porta.
-Pronta?-Perguntou o Nolito.

-Vou ter saudades! Foi em Granada que te conheci e nesta casa que estivemos durante algum tempo.-suspirei.-Mas vamos começar uma nova vida!-Segurei na minha mala, olhei mais uma vez à volta e sai de casa e o Nolito fez o mesmo a seguir.


De casa fomos para o aeroporto onde tinha-mos um avião para apanhar para Vigo. Passado 1 hora aterrámos em Vigo.


Assim que aterrá-mos fomos buscar as nossas malas e apanhá-mos um táxi para onde ia passar a ser a nossa nova casinha. 20 minutos depois o taxi parou em frente a ela.
Parte de trás da casa

Retirá-mos as malas do taxi e entrá-mos em casa. Eu nunca tinha visto como ia ser a nossa casa. Assim que o Nolito abriu a porta, fiquei espantada. Era muito maior e mais bonita que a outra em Granada.
-É Linda!-Disse eu.

-Ainda nem viste quase nada.-Disse o Nolito.

-Mas é muito maior.-Disse eu.

-Tinha de ser! Com esses três minimeus a caminho precisamos de espaço.-Disse ele.

-Mas vai ver o resto!-Disse ele. E assim fiz, dei a volta à casa toda.

Nosso quarto

Casa de banho do nosso quarto

Quarto de hóspedes


Sala

Cozinha

Sala de Jantar

-Só faltam dois quartos!-Disse o Nolito. E abri uma das portas que me faltava. Era simplesmente lindo!!
-É o quarto dos nossos três minimeus!É Lindo!-Disse eu.

-Agora falta o do lado!Vai ser quarto deles também mas quando crescerem.-Disse o Nolito. Fui logo a correr e também era lindo.
-Lindo! Pensas-te em tudo!-Disse eu dando-lhe um beijo.

-Agora continua aí a admirar a nossa casinha que eu tenho de ir para a apresentação.-Disse o Nolito.

-Boa Sorte!-Disse eu.

O Nolito saiu e eu aproveitei para ligar ao meu irmão para combinar a nossa ida a Lisboa. 
Combiná-mos para o dia seguinte à 15 horas a nossa ida a casa da nossa mãe para esclarecermos tudo. Ela não sabia de nada, íamos aparecer lá de surpresa.
Assim que desliguei a chamada fui ligar o computador e assisti à apresentação do Nolito através do canal do Celta.



A apresentação correu bem, ele estava feliz e os adeptos do celta também estavam contentes com a chegada dele.

Passado 30 minutos ele já estava em casa.
-Princesa? Onde estás?-Perguntou ele assim que entrou.

-No jardim!-Disse eu.

-Viste?-Perguntou ele, assim que chegou ao pé de mim.

-Sim pela Internet. Estives-te muito bem, os adeptos estavam muito contentes.

-Agora só espero que corra tudo bem nos treinos e em campo.

-Vai correr! Olha amanha às três  vou para Lisboa.-Disse eu.

-Espero que isso também corra bem! Tens medo que algo corra mal?

-Só medo de que a minha mãe não tenha razão nenhuma no meio desta história toda e de ficar com a certeza de que ela me mentiu este tempo todo e que, por isso, estive este tempo longe do meu irmão.-O Nolito nada disse, apenas me deu um abraço reconfortante e eu aninhei-me a ele.

terça-feira, 2 de julho de 2013

26-"Isto hoje é só prendas!"

No dia seguinte....
Como adormeci ontem, foi como acordei hoje: Com o Nolito a falar para a minha barriga. Mas passado uns minutos o telemóvel dele tocou e ele foi atende-lo enquanto eu fui tomar um banho. Demorei 20 minutos no banho e depois de me vestir e voltar ao quarto ele continuava ao telemóvel, parecia ser algo importante. Fui, então preparar o pequeno-almoço. Passado 5 minutos ele apareceu na cozinha.
-Está tudo bem? Assuntos do futebol?-Perguntei ao ver a cara dele de feliz mas ao mesmo tempo de dúvida.

-Sim. Era o meu agente.-Disse ele.

-Desculpa eu ultimamente não ligar muito à tua vida profissional.-Disse eu triste.

-Não faz mal. Também não tem acontecido nada de importante até hoje.-Disse ele.

-Até hoje? O que é que o teu agente te disse ao telefone?-Perguntei.

-Sim. Como sabes ao Benfica não vou voltar. Hoje recebi uma proposta para ir para outro clube.-Disse ele.

-Que clube?-Perguntei enquanto punha o pequeno-almoço na mesa.

-Celta de Vigo!-Disse ele.

-Vais aceitar?-Perguntei eu.

-É isso que quero decidir em conjuntou contigo.-Disse o Nolito.

-É bom saber que não te esqueces-te de mim.-Disse eu.

-Mais que nunca as decisões agora têm de ser tomadas a dois.-Disse ele, deixando-me muito contente.

-Se fosses para o Vigo sentias-te feliz?-Perguntei.

-Muito! Eu gostava de seguir a minha carreira num equipa espanhola! No Benfica sei que ia ter poucas oportunidades de jogar e isso...

-Deixaria-te triste.-Disse eu.

-Sim.

-Então está feito! Diz que sim!-Disse eu.

-A sério?-Disse ele.

-Sim! Se ficas feliz, eu fico. Não tenho nada que me prenda aqui.

-E o teu estágio?-Perguntou ele.

-Mais dois meses e acaba.-Disse eu.

-É o tempo de tratar de tudo.-Disse ele.

-Então se é isto que queres tens o meu apoio!-Disse eu, provocando um grande sorriso nele.

-Isto já me deixa feliz, então com o teu apoio ainda mais.-Disse ele, dando-me um beijo.

Acabá-mos de tomar o pequeno-almoço e ele foi-se vestir e voltar ao quarto para ligar ao agente e informar da decisão.


2 MESES DEPOIS...
Passaram-se dois meses e eu já estava com 3 meses de gravidez. Foram meses de muitos enjoos matinais e alguns desejos por gelados mas, talvez, também pelo calor visto que estamos no início de Julho. Eu acabei, finalmente o meu estágio. Eu e o Nolito temos aproveitado o tempo para estarmos juntos e para passear-mos enquanto a minha barriga não fica enorme e pesada. Barriga essa que durante o 2º mês cresceu muito rápido e já se nota na roupa. O Nolito tinha tudo tratado para assinar pelo Celta de Vigo. E faltava apenas o dia de hoje e uma parte do dia de amanhã para nos mudar-mos para lá.
Para hoje tinha combinado com o Nolito arrumar-mos as nossas coisas que seriam levadas para Vigo, umas hoje e o resto amanhã. Levantámos-nos, vestimos-nos e descemos para tomar o pequeno almoço quando tocaram à campainha.
-Vais lá?-Perguntou o Nolito que já estava na cozinha a preparar o pequeno almoço.

-Sim! Eu vou!-Disse eu dirigindo-me para a porta.

-Bom Dia! É a casa de Sofia Martins Durán e Manuel Agudo Durán?-Perguntou um senhor enquanto olhava para uma folha.

-É sim!-Disse eu.

-Temos um encomenda para si.-Disse ele.

-Uma encomenda?-Perguntei.Nesse momento apareceu outro senhor com um carrinho de bebé para trigémios.

-Quer que deixe onde?-Perguntou.

-Pode deixar aí já na entrada se faz favor.-Disse eu.

-Preciso que assine aqui.-Disse o outro senhor. E assim fiz assinei a folha e voltei para dentro.

-Quem era?-Perguntou o Nolito vindo da cozinha.

-Era isto!-Disse eu.

                 

-De onde é que isso veio?-Perguntou o Nolito.

-Uma encomenda vinda de Portugal!-Disse eu.

-Olha alí!-Disse o Nolito apontando para um papel que estava no carrinho! Fui lá, abri-o e comecei a ler.

-Esta é a nossa prenda! Deseja-mos muita sorte para a gravidez da Sofia e que saiam daí os três próximos reforços para o Benfica. Assinado: Luisão, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Jardel, Enzo Pérez, Matic, Pablo Aimar, Melgarejo, Gaitán, Ola John, Salvio, Cardozo, Lima, Jorge Jesus e Técnicos. -Li eu o papel.

-Que queridos! Contastes-lhes?-Perguntei eu.

-Contei ao Garay. E ele deve ter dito o resto do pessoal.-Disse o Nolito.

-Tens de lhes agradecer.-Disse eu.

-Vou ligar ao Garay.-Disse o Nolito, tirando o telemóvel do bolso.

-Sim liga.-Disse eu.


[NOLITO]
Tirei o telemóvel do bolso e fiz a chamada. Depois de chamar duas vezes ele atendeu.
-Buenos Dias!-Disse eu.

-Buenos Dias!-Disse o Garay.

-Já recebi a prenda do pessoal todo do Benfica! Gracias! Agradece aos outros por mim!-Disse eu.

-De nada! Então e novidades?Aquilo do celta é verdade?- Perguntou.

-Sim! Amanhã mudo-me para lá!-Disse eu.

-E a Sofia?-Perguntou ele.

-Vem comigo!-Disse eu.

-Não largas a rapariga! Não lhe dás descanso, ela deve estar cansada de te aturar!-Disse o Garay às gargalhadas.-Eu e a Sofia começámos-nos logo a rir, visto que o telemóvel estava em alta voz. A Sofia não resistiu a picá-lo e falou.

-Olha quem fala! Tu também não vais a lado nenhum sem a Tamara!-Disse a Sofia.

-É tens razão! É o amor.-Disse ele.

-Ui que romântico.-Disse o Nolito.

-Cariño...-Chamou pelo Garay uma voz feminina do outro lado da linha.Só podia ser a Tamara, claro.

-É melhor não a deixares esperar.-Disse a Sofia. Nisto tocou a campainha.

-Bem vou desligar. Tenho de ir abrir a porta.-Disse eu.

-Adeus!-Desliguei o telemóvel e fui abrir a porta.



Caminhei até à porta e abria-a. Assim que abri a porta, vi alguém que já não via há muito tempo, tenho falado com ele mas só por telemóvel.
-Javi!-Disse eu, dando-lhe um abraço.

-Grande recepção! Isso era tudo saudades minhas?-Perguntou ele.

-Por aqui? Há tanto tempo que não nos víamos.-Disse eu.

-Queria te oferecer uma coisa mas, como estava de visita a casa, quis entregar em mão.

-Isto hoje é só prendas!-Disse eu.-Mas entra!

-Vou buscar ao carro as prendas!-Disse ele enquanto ia até a carro e nesse momento apareceu a Sofia.


[SOFIA]
-Eu ouvi Javi? O Javi Gárcia?-Perguntou a Sofia.

-Sim. Ouvis-te bem! O próprio!-Disse o Nolito apontando para Javi que vinha na nossa direcção com as prendas.

-Para os vossos pequenos!-Disse ele, assim que chegou ao pé de nós.

-Obrigada!-Disse-mos os dois.

-Já agora sou o..

-Sim já sei que és o..o Javi! Eu sou a Sofia.-Disse eu, cumprimentando-o. Sempre o achei giro mas ao vivo ainda era mais. Mas não me podia manifestar muito senão o Nolito ainda ficava com ciúmes.

-Bem é melhor entrar-mos!-Disse o Nolito. O Javi entrou e poisou tudo na sala.

-Não te babes.-Disse-me o Nolito. É só o Javi.

-Ciumento! Não é só, é ele! Mas não te preocupes que eu não lhe vou comer nenhum bocado.-Disse eu.

Acabá-mos por almoçar os três juntos. À Tarde ele teve de ir embora e fiquei finalmente a sós 
com o Nolito depois de tantas surpresas.
-Enfim sós!-Disse eu.

-Bem está na hora de arrumar-mos tudo!-Disse o Nolito.

-Sim vamos lá fazer as malas!Senão logo o senhor das mudanças leva-nos os armários com as roupas lá dentro.-Disse eu a sorrir.

Subi-mos até ao quarto e decidi ligar o rádio para nos animar-mos enquanto fazia-mos as malas. No rádio tocava Calvin Harris-I Need Your Love. Decidi começar a dançar enquanto arrumava as roupas, sob o olhar atento do Nolito que se ia rindo das minhas figuras. Assim que a música parou, o Nolito tomou poder do rádio e colocou um cd. Assim que a música começou a tocar fiquei a olhar para o Nólito e pus a musica na pausa.
-Tu gostas de Pablo Alborán?-Perguntei eu surpresa.

-Mais ou menos!-sorriu-Mas há uma em especial que eu gosto mais. É esta que ia começar a tocar. E há uma frase que diz tudo.

-Mas porque é que é especial?-Perguntei curiosa.

-Primeiro ouve.-Disse ele voltando a ligar o rádio. Sentei-me na cama a ouvir atentamente para tentar desvendar porque era especial para ele. Talvez seja pelo mesmo motivos que é para mim. Assim que chegou a uma parte o Nolito cantou uma frase.

-Puede Que No Vuelva Más, Pero ya És Parte de Mí.-Cantou ele, baixinho. 

-É a mesma!-Disse eu. A frase que ele considerava mais importante era a mesma que eu. Esta era a música que eu mais tinha ouvido depois de conhecer o Nolito e de ter que voltar a Portugal sem saber se o ia voltar a ver.E nunca tinha-mos tocado neste assunto.

-Que? Não percebi!-Disse o Nolito.

-Esta música foi a que mais ouvi depois de te conhecer e de ter de voltar a Portugal sem saber se te voltaria a ver.-Ele sorriu.-Não sei como é que nunca tocá-mos neste assunto até agora.


-Pois também não sei. Há um momento para tudo.-Disse ele dando-me um beijo.


Estivemos durante mais duas horas a arrumar as coisas sempre ao som do Pablo Alborán. 
-Finalmente acabá-mos!-Disse eu.

-Estás cansada?-Perguntou.

-Um bocado!-Disse eu.

-Então vai para a sala descansar enquanto eu preparo o lanche.-Disse ele. Fomos até à sala quando a campainha tocou.

-Outra vez?-Disse-mos os dois ao mesmo tempo.Sentei-me no sofá enquanto o Nolito foi abrir a porta.

-Tu? Que é que estás aqui a fazer?-Perguntou o Nolito ao abrir a porta. Olhei para a porta e não tirei de lá os olhos até que finalmente consegui ver quem estava do outro lado da porta. Levantei-me e fui logo ter com o Nolito à porta
...


Espero que tenham gostado e que comentem! Os vossos comentários são muito importantes. E, por isso, quero agradecer a todas as que comentam e,também, a quem lê e a quem me vai dando opiniões e dando alguma ideias.