Música

quarta-feira, 22 de maio de 2013

19-"...E o meu padrinho vai ser o Garay"

Depois do grande dia que tínhamos tido, cheio de surpresas preparadas pelo Nolito para mim estávamos a jantar quando ele teve a ideia de voltarmos a Granada para contarmos as novidades à Joana, ao Miguel e à família do Nolito.
-Que achas de voltar-mos a Granada para contarmos as novidades?-Perguntou o Nolito.

-Sim. É uma boa ideia.-Disse eu.

-Podemos fazer um jantar em minha casa com a Joana, o Miguel e a minha família.-Disse ele.

-Sim. Parece-me bem. Assim conheço já uma parte da tua família.- Disse eu.

-É só a minha avó e os meus tios.-Disse o Nolito.

-Vamos amanhã?-Perguntei eu.

-Se quiseres, sim.- Disse ele.

Depois do jantar,ainda vimos um filme na sala mas depois fomos logo dormir porque íamos acordar cedo para apanhar o avião.
No outro dia de manhã, às 7 horas já estávamos de pé porque tínhamos de estar no aeroporto às 8 horas.
Em poucas horas chegámos a Granada. Assim que chegámos, liguei à Joana para saber se ela estava em casa. Liguei 1 vez mas ela não atendeu e, por isso, voltei a ligar. Depois de chamar alguma vez ela lá atendeu.
-Olá Joana!-Disse eu assim que ela atendeu.

-Ola!-Disse ela com uma voz muito tristonha.

-Que voz é essa?-Perguntei eu.

-Aconteceram umas coisas. Mas isso agora não interessa. Porque é que me ligas-te?-Perguntou ela.

-Porque cheguei à bocado aqui a Granada e tenho umas novidades para te contar.

-Então vem ter comigo.-Disse ela.

-Sim, era isso que eu queria fazer. Onde é que estás?-Perguntei eu.


-Estou no hotel.-Disse ela.

-No hotel??-Perguntei eu.

-Sim.

-Então quer dizer que essa coisas que aconteceram têm a ver com o Miguel?-Perguntei eu.

-Sim.-Disse ela.

-Eu daqui a 10 minutos tou ai.-Disse eu, desligando o telemóvel.

-Então que se passa?-Perguntou o Nolito.

-Acho que a Joana se chateou com o Miguel.-Disse eu.

-Vais ter com ela?-Perguntou ele.

-Sim vou agora.-Disse eu.

-Então eu vou ter com o Miguel para ver se percebo o que é que se passou.-Disse ele.

-Sim faz isso.-Disse eu.

Despedimo-nos e cada um foi para seu lado: eu fui ter com a Joana e o Nolito foi ter com o Miguel.
Assim que cheguei ao hotel, perguntei qual era o quarto dela e subi. Assim que cheguei à porta do quarto, bati à porta.

-Entra.-Gritou a Joana.

-Onde é que estás?-Perguntei eu assim que entrei no  quarto que estava de tal forma que parecia que tinha passado ali um furacão.

-Estou na casa de banho, já vou.-Disse ela.

-E o que é que passou aqui neste quarto?-Perguntei eu.

-Foi só um ataque de fúria.-Disse ela enquanto saia da casa de banho.

-Então o que é que aconteceu entre ti e o Miguel?-Perguntei eu depois de lhe dar um abraço.

-Acabámos. Eu apanhei-o com outra rapariga.-Disse ela.

-A sério? Nunca pensei que ele fosse desses. Mas não fiques assim, vais ver que ainda arranjas aqui um espanhol que goste de ti como deve ser e como tu mereces.-Disse eu.

-Agora conta lá essas novidades. Para ver se me deixas mais contente.-Disse a Joana.

-O Nolito pediu-me em casamento.-Disse eu, a sorrir e mostrando o anel que tinha no dedo.

-Tu não aceitas-te pois não?-Perguntou  a Joana, deixando-me de boca aberta com aquela pergunta que eu não estava nada à espera.

-Que raio de pergunta é essa? É claro que aceitei. Sabes que eu gosto muito dele.-Disse eu.

-Porque ainda te casas com ele e ele faz-te o mesmo que o Miguel me fez a mim.-Disse ela.

-Eu não acredito que estou a ouvir isto e ainda por cima vindo de uma amiga.-Tudo o que a Joana me estava a dizer estava a gerar em mim uma grande tristeza e raiva.-Deve de pensar que o Nolito é igual ao Miguel. Eu estou ao lado de um homem à seria, já o Miguel é um puto que pelo vistos andou a brincar com os teus sentimentos.- Eu não queria dizer aquilo mas saiu-me.

-Também não precisavas de ser tão dura comigo.-Disse  a Joana.

-Sim secalhar exagerei mas já pensaste naquilo que disseste?-Perguntei eu.

-Sim tens razão desculpa. Eu estou muito feliz por ti.Quando é que é o casamento?-Perguntou ela.

-É daqui a 1 mês.-Disse eu.

-Eu e o Nolito vamos fazer um jantar amanhã com uma parte da família dele e estamos a contar contigo também, para anunciarmos oficialmente o nosso casamento.-Disse eu.

-Podes contar comigo.-Disse ela.

-Ainda bem. Bem olha agora tenho de ir ter com o Nolito para preparar o jantar para amanhã, amanhã vemos-nos.-Disse eu.

-Ok. Até Amanhã!-Disse ela. Despedimo-nos e eu fui ter com o Nolito.

Assim que saí de ao pé da Joana, liguei ao Nolito para saber onde é que ele estava. Ele estava a sair de casa do Miguel e, por isso, combinámos encontrarmos-nos em casa.
Assim que lá cheguei, toquei à campainha e ele abriu.
-Temos de fazer uma chave para ti.-Disse o Nolito assim que abriu a porta.

-Não é preciso.-Disse eu.

-Como é que está a Joana?-Perguntou o Nolito.

-Mal.Mas eu vou-lhe dar todo o apoio que ela precisar, e ela só precisa de o esquecer.-Disse eu.

-Mas olha que o Miguel não está muito melhor.-Disse ele.

-Não? Então?-Perguntei eu.

-Pelo que me pareceu ele está arrependido.-Disse ele.

-Pois ele devia era ter pensado nisso antes.-Disse eu.

-E agora como é que vamos fazer no casamento? Convidamos os dois?-Perguntou ele.

-Sim. A Joana vai ser  a minha madrinha de casamento. E pode ser que eles se entendam.-Disse eu.

-Olha eu já escolhi a minha madrinha vai ser uma tia minha e o meu padrinho vai ser o Garay-Disse ele.

-O Garay?-Perguntei eu.

-Sim. Ele ajudou-me sempre em tudo o que eu precisei enquanto estive no Benfica e continuo a fala com ele mesmo agora já não estando lá.-Disse o Nolito.

-Vai ser só gente famosa no meu casamento.-Disse eu, a rir.

-E vou convidar mais alguns amigos que fiz do Benfica.-Disse ele.

-Eu ainda não escolhi o meu padrinho mas depois penso nisso. Agora temos de ir às compras. Podemos fazer o jantar amanhã?!-Disse eu.

-Sim podemos. Vamos então comprar as coisas depois de almoçar-mos.-Disse ele.

Almoçá-mos e depois fomos às compras onde passámos a tarde toda. Já perto da hora de jantar voltá-mos para casa mas já não prepará-mos nada para o jantar do dia seguinte. Jantá-mos e deitámos-nos logo porque estávamos cansados.


No outro dia...
Acordá-mos tarde e, por isso assim que nos levantá-mos fomos logo almoçar. 
Depois de almoço demos uma arrumação na casa e começá-mos a preparar a mesa para o jantar. Por volta das 18:00 horas o Nolito saiu para ir buscar a avó e os tios enquanto eu fiquei a acabar de preparar o jantar. 
Por volta das 20:15 tocaram à campainha, era a Joana.
-Olá!!-Disse eu, assim que abri a porta.

-Ola!-Disse ela.

-Então como é que estás?-Perguntei eu.

-Mal.Só preciso de o esquecer.-Disse ela.

-Vais ver que no meu casamento ainda arranjas lá um rapaz como tu mereces. Vão alguns jogadores do Benfica.-Disse eu a sorrir porque sei que a Joana adora o Benfica tal como eu.

-Todos?-Perguntou ela.

-Alguns. Mas porque? Queres saber de algum em especial?-Perguntei eu, para picar a Joana.

-Sabes bem que o Enzo Pérez é o meu ídolo e que eu gosto muito dele.-Disse a Joana.

-Ainda não sei quem é que vai. Só sei que vai o Garay porque vai ser o padrinho do Nolito.-Disse eu.

-O Garay? Meu deus...é o meu segundo jogador preferido do Benfica. O teu casamento vai ser de arromba.-Disse ela.

Depois de alguns minutos à conversa tocaram à campainha. Desta vez era mesmo o Nolito. Abri a porta.
-Boa Noite D. Dolores.-Disse eu, cumprimentando a avó do Nolito.

-Boa Noite!-Disse ela com um grande sorriso.

-Boa Noite!-Disse eu para os tios do Nolito.

-Boa Noite!-Disseram eles.

-Então a que se deve este convite?-Perguntou a avó dele.

-Primeiro estava cheio de saudades de vocês. E depois tenho uma coisa para vos contar.-Disse o Nolito, segurando na minha mão onde eu tinha o anel e mostrando à avó e aos tios.

-Isso é um anel de noivado? Vocês vão casar?-Perguntaram os tios dele.

-Sim é.-Disse o Nolito com um grande sorriso.A avó dele ainda não tinha dito nada e por isso olhei para e ela e reparei que estava a chorar.

-Então avó? Que se passa?-Perguntou o Nolito chegando-se mais perto dela.

-São lágrimas de alegria. E lembrei-me do teu avô, ele ia estar contente por estar aqui agora e por assistir ao teu casamento.-As palavras da avó dele eram tão sentidas que até me fizeram soltar algumas lágrimas.

-Ele esteja onde estive está feliz por mim de certeza. Agora temos é de festejar.-Disse o Nolito.

-Sim. Podem-se sentar à mesa que eu vou buscar o jantar.-Disse eu. 

Fui buscar o jantar com a Joana e depois trouxe-o para a sala. 
O jantar correu muito bem e durante o jantar falá-mos sobre o casamento e a avó do Nolito foi recordando algumas das traquinices dele quando era pequeno. No fim do jantar fizemos os convites aos padrinhos e madrinhas e claro que todos aceitaram. A Joana até se emocionou com o meu convite. No fim do jantar, eles foram logo embora porque os tios dele tinham de se ir deitar porque iam trabalhar no dia seguinte.

1 mês depois...
O jantar tinha corrido bem mas tínhamos-nos esquecido esquecido que tínhamos pouco tempo para preparar o casamento e, por isso, voltámos a Lisboa 2 dias depois para tratar-mos do local, de convidar as pessoas, das nossas roupas. 
Nem acredito que amanhã me vou casar! Hoje fui para casa dos meus pais para o Nolito se poder instalar com a uma parte da família dele em minha casa. As horas estão a custar a passar e os nervos são muitos, nervos esses que já nem são pelo meu casamento mas sim pelo dos meus pais que está por um fio. Passam o tempo a discutir e a mandarem bocas um ao outro e eu começo a ficar cansada disso....



-Que acharam do capítulo no geral?
-Que acharam da escolha dos padrinhos e madrinhas de casamento?
-Será que este desentendimento entre os pais da Sofia vai provocar consequências?
-Como é que será que vai correr o casamento?

terça-feira, 14 de maio de 2013

18-"...até podia ser no meio da rua"

-Porque vai ser um dia muito importante para mim e algumas pessoas importantes para mim não vão poder lá estar. Como por exemplo o meu avô e a minha mãe, a mulher que me trouxe ao mundo.-Disse ele super triste.
      
-Não vão? Porque?-Perguntei eu aproximando-me mais e agarrando na mão do Nolito.

-Porque..-O Nolito não conseguiu acabar porque as lágrimas começaram a cair-lhe. 

-Se não te sentires bem para falar disso não fales.-Disse eu.

-Acho que está na altura de tu saberes o meu passado, não pode haver segredos entre nós.-Disse o Nolito, limpando as lágrimas.

-Sabes que podes contar sempre contigo e dou-te todo o apoio que precisares.-Disse eu.

-Vou tentar ser breve. Eu cresci com os meus avós...-Disse o Nolito, respirando fundo.

-E os teus pais?-Perguntei eu.

-O meu pai nunca quis saber de mim. A minha mãe está já há algum tempo presa por problemas com a droga. E foram os meus avós que cuidaram de mim, foram mais que uns pais para mim. Mas infelizmente o meu avô...-Disse o Nolito, voltando as lágrimas a correrem-lhe pela cara.

(Eu não consegui dizer nada e apenas lhe limpei as lágrimas e lhe apartei a mão para ele sentir o meu apoio)

-Ele foi um pai para mim. Como sabes onde eu nasci é um local de muita droga e o meu avô pôs-me a trabalhar aos 13 anos num talho para eu não seguir o caminho das drogas. Mas eu gostava era do futebol e quando eu assinei pelo Barcelona  o meu avô disse-me que já podia morrer feliz dado que já me tinha a jogar no clube do coração dele. E pouco tempo depois ele morreu.- Disse o Nolito.

-Que história...Admiro muito a tua força. Passas-te por isso tudo e conseguis-te levantar a cabeça e seguir a tua vida mesmo sem uma pessoa tão importante para ti ao teu lado.-Disse eu.

-Não foi fácil. Às vezes tenho algumas recaídas mas nessa alturas penso nele e que tenho que lutar para mostrar o meu trabalho para manter o meu avô sempre orgulhoso de mim.- Disse ele.

-Espero que não tenhas mais recaídas mas sabes que se isso acontecer terás, a partir de agora, também o meu apoio. Vou estar sempre aqui ao teu lado.-Disse eu.

-Eu sei.-Disse o Nolito dando-me um abraço e encostando a sua cabeça no meu ombro.
 
-Limpa essas lágrimas. E o teu avô pode não poder estar aqui para vir ao nosso casamento mas deve estar muito feliz por ti, por ires constituir a  tua família.-Disse eu.

-Pois deve.-Disse o Nolito, esboçando um pequeno sorriso.

-Agora vamos mas é dormir que o dia de hoje foi longo.-Disse eu.

-Sim vamos. Mas amanhã temos de comemorar o meu pedido de casamento.-Disse o Nolito, a sorrir.

-Mas já tens alguma ideia?-Perguntei eu.

-Por acaso até tenho.-Disse ele.

-O que é?-Perguntei eu.

-É Surpresa.-Disse ele.

-Tantas surpresas. Assim fico mal habituada.-Disse eu.

-Tu mereces.- Disse o Nolito.

Passado uns minutos de conversa deitámos-nos os dois e como o dia tinha sido longo adormecemos num instante.
No outro dia só acordámos às 13h.
-Acorda dorminhoca.-Disse o Nolito, dando-me beijos na cara.

-Humm...deixa-me dormir.-Disse eu ainda meia a dormir.

-Já é 1 da tarde.-Disse o Nolito.

-Já?-Perguntei eu.

-Sim.-Disse o Nolito destapando-me.

-És tão mau. Está-se aqui tão bem.-Disse eu a resmungar.

-Anda. Vamos almoçar para depois aproveitar-mos a tarde.-Disse o Nolito, com um grande sorriso.

A muito custo mas lá me levantei. Nem nos vesti-mos e fomos logo almoçar. Depois aproveitá-mos a tarde para namorar e para algumas brincadeiras.
-Onde é que vais?-Perguntou o Nolito quando eu interrompi um beijo que ele me estava a dar e me levantei.

-Vou à casa de banho.-Disse eu.

-Não podes.-Disse o Nolito muito rapidamente.

-Porquê?-Perguntei eu.

-Porque é lá que está a minha surpresa.-Disse o Nolito.

-A tua surpresa para mim está na casa de banho?-Perguntei eu.

-Sim e não só. Mas uma parte está na casa de banho.-Disse ele.

-E posso lá ir ver?-Perguntei eu.

-Espera deixa-me ir fazer uma coisa.-Disse ele, indo à casa de banho.

-Ok.-Disse eu.

-Já podes vir.-Disse o Nolito passado uns segundos.

Assim que o Nolito me chamou fui até à casa de banho onde me deparo com este ambiente relaxante que o Nolito preparou. 
-Gostas?-Perguntou o Nolito.

-Adoro.-Disse eu, dando-lhe um beijo.

Depois de alguns beijos tirá-mos a pouca roupa que tínhamos, visto que não nos tínhamos chegado a vestir, e entrá-mos na banheira. Assim que entrá-mos decidimos abrir logo a garrafa do champanhe para brindar-mos  ao casamento.
Depois de mais alguns beijos e carícias acabamos por não aguentar mais tempo e saciá-mos o desejo que tínhamos um com o outro, sem pressas para aproveitar-mos bem todos os momentos.
-Que saudades que tinha de estar assim contigo.-Disse o Nolito.

-Também eu.-Disse eu dando-lhe um beijo.

-Olha eu vou sair daqui, vou preparar o jantar.  Mas fica aqui mais um bocado, aproveita para relaxar que bem que precisas  depois do que passas-te ultimamente.-Disse o Nolito.

-Já vi que isto hoje vai ser uma noite cheia de mimos, até vais fazer o jantar.-Disse eu, sorrindo.

-Tu mereces tudo.-Disse ele sorrindo, dando-me um beijo de seguida e saindo da banheira.

O Nolito foi para o quarto vestir-se e depois foi para a cozinha fazer o jantar. Eu continuei na banheira e aproveitar para relaxar. Passado 15 minutos saí da banheira e fui-me vestir quando o Nolito apareceu.
-Não vais vestir o pijama pois não?-Perguntou o Nolito.

-Ia mas já vi, pela roupa que vestis-te,que é melhor vestir alguma coisa melhor.-Disse eu.

-Sim é um jantar especial.-Disse ele.

-Então vou vestir-me.-Disse eu.

-Ok. Eu espero.-Disse ele.

Abri um armário e tirei um vestido simples e calcei uma sabrinas. Fui até à cozinha com o Nolito onde ele me tapou os olhos com as mãos antes de entrar. Andá-mos um pouco até entrar-mos na cozinha e ele deixou-me abrir olhos para ver o que ele tinha preparado.
-Preparas-te isto sozinho?-Perguntei eu.

-Sim.-Disse ele a sorrir.

-Está lindo!-Disse eu.

-Vamos jantar?- Perguntou o Nolito

-Sim.-Disse eu chegando--me perto da mesa onde depois o Nolito me puxou a cadeira para eu me sentar.

O jantar estava a ser óptimo e a meio decidimos começar a falar sobre o casamento.
-O que é que achas de casar-mos daqui a um mês?-Perguntou o Nolito.

-Acho que é uma boa ideia.-Disse eu.

-Onde é que gostavas de casar, em Portugal ou em Espanha?-Perguntou o Nolito.

-Sabes que eu sou maluca pelo Benfica e eu tenho à algum tempo a ideia de casar no Estádio da Luz. Mas eu quero que a tua família também vá e, se não for possível, eles virem cá a Portugal, eu prefiro abdicar disso e casar em Espanha para te ver feliz.-Disse eu.

-Eles podem cá vir, não há problema. Mas no Estádio da Luz?-Perguntou ele.

-Não gostas da ideia pois não?-Disse eu.

-Não é isso, eu gosto da ideia mas não sabia que isso era possível.-Disse o Nolito.

-Mas é. Eu já vi algumas coisa.-Disse eu.

-Então parece que já temos a data e o local.-Disse ele.

-Tens a certeza?-Perguntei eu.

-Sim. Desde que me case contigo, até podia ser no meio da rua.-Disse o Nolito, provocando uma grande gargalhada a mim e a ele.

-Então é marcar a data e preparar tudo.-Disse eu.

-Eu amanhã tenho de contar à minha família.-Disse o Nolito.

-E eu à Joana.-Disse eu.

-E vamos contar pelo telefone? Que achas de voltar-mos para Granada?-Perguntou o Nolito.

-Como é que será que vai correr o resto do jantar?
-Como é que será que vão ser os preparativos para o casamento?
-Será que a Sofia vai quer voltar a Granada para contarem a novidades?
-Como será que vão reagir às novidades?

Espero que gostem e comentem. Os vossos comentários são muito importantes.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

17-"Tenho um pedido para te fazer"

Do centro comercial fomos para casa onde aproveitá-mos para tomar um banho relaxante e depois vestimos-nos para ir jantar a casa dos meus pais. Como o Nolito acabou mesmo por querer ir de fato, eu também me aperaltei mais e vesti um vestido simples e calcei uns sapatos de salto alto (coisa que não era hábito em mim).
Minha Roupa

Roupa do Nolito

Depois de estar-mos prontos fomos para casa dos meus pais no carro do Nolito. Antes de tocar à campainha respirei fundo porque sabia que os pais não iam ter uma boa reacção ao Nolito porque sei que eles acham que tudo o que se tem passado ultimamente é culpa dele mas também sei que depois de lhes explicar tudo que eles vão mudar o que pensam em relação a ele. Assim que toquei à campainha os meus pais abriram logo e nós entramos.
-Mãe!! Pai!!-Disse eu, dando-lhes um grande abraço a cada um visto que já há muito tempo que não estava com eles.

-Mãe...Pai..este é o Nolito, o meu namorado.-Disse eu.-Nolito esta é a minha mãe, Maria e o meu pai José.

-Prazer D. Maria e Sr. José.-Disse o Nolito, cumprimentando-os.

-Vá não olhem assim para ele-Disse eu para os meus pais visto que estava a olhar para o Nolito com uma cara de quem o queriam comer vivo e estavam a criar um ambiente estranho.

-Vamos para a sala para eu vos explicar tudo.-Disse eu, indo de seguida para a sala com os meus pais e com o Nolito.

-Então é assim tudo o que aconteceu até agora foi culpa minha, no primeiro caso porque ultrapassei aquele sinal vermelho e no segundo caso foi o resultado de erros meus no passado. No primeiro caso até podia estar chateada com ele e,por isso, não ia nas melhores condições para conduzir e, além disso, eu estava chateada com uma coisa de nada. No segundo caso, estar com o Nolito pode não ter ajudado porque me expus e aquele estupor descobriu onde eu estava. Tanto numa altura como na outra o Nolito esteve sempre ao meu lado e a apoiar-me. Foi por ele que eu me apaixonei e com quem já estou há mais de um ano e pretendo estar até ao fim da minha vida.-Enquanto eu falei o Nolito esteve sempre ao meu lado e agarrar a minha mão como forma de apoio.

-Assim já percebemos tudo.-Disse o meu pai a sorrir.

-E também já percebe-mos que ao lado dele estás feliz.-Disse a minha mãe, o que fez com que eu e o Nolito sorrisse-mos.

-Sim.-Disse eu.

-Agora espero que trates bem da minha menina.-Disse o meu pai.

-Claro que sim Sr. José. Vou estar ao lado dela em todos os momentos: os bons e os maus.-Disse o Nolito.

-Mas agora outra coisa.-Disse a minha mãe.-Pode-se saber a que se deve estarem os dois tão arranjadinhos para um jantar simples aqui em casa?-Perguntou a minha mãe olhando para mim.

-Não olhes para mim. Ele é que quis vestir fatinho para vir aqui jantar, parece que tem algo importante para dizer hoje durante ou no fim do jantar. E eu arranjei-me mais só por causa dele.-Disse eu.

-Sim tenho razões para isso. Mais para a frente irão saber o que é.- Disse o Nolito com um ar suspeito.

-Bem então vamos jantar que já está pronto.-Disse a minha mãe.

Depois desta conversa fomos jantar a comida que a minha mãe preparou com carinho: Bacalhau com Natas, algo simples como ela tinha dito mas muito delicioso. Durante o jantar fomos conversando, as conversas foram mais eu e a minha mãe sobre mim e o meu pai com o Nolito sobre futebol. Assim que acabamos de comer vinha a sobremesa mas o Nolito interrompeu a minha mãe porque tinha algo para dizer.

(NOLITO)
No início gerou-se um ambiente estranho mas depois da Sofia explicar tudo aos pais ficou tudo bem e o jantar correu bem mas eu estava super nervoso com o que ia fazer a seguir.
-Desculpem interromper mas não consigo esperar mais.-Disse eu.

-Aleluia. Estava a ver que não. Até eu já estava a ficar nervosa.-Disse a Sofia.

-Sofia...Quero que saibas que foste a melhor coisa que apareceu na minha vida e que gosto mesmo muito de ti.-Disse eu, enquanto era escutado muito atentamente pela Sofia e pelos pais.

-Sim eu sei. E também sabes que da minha parte é igual.-Disse eu.

-Deixa-me continuar.-Disse eu, nervoso.

-Desculpa. Pensei que já tinhas acabado.-Disse a Sofia.

-Não, não acabei. E tal como disseste à bocado eu também pretendo ficar contigo até ao fim das nossas vidas seja para as coisas boas ou más. E és tu que eu quero ao meu lado para seres a mãe dos meu filhos. E, por isso, tenho um pedido para te fazer.-Disse eu.

-Um pedido?-Perguntou a Sofia.

-Sim.-Disse eu, enquanto lhe agarrava na mão e a mantinha a outra atrás das costas.
-Aceitas casar comigo?-Pergunte eu super nervoso e estendendo a outra mão que tinha atrás das costas onde tinha uma caixa com o anel.

-Claro que aceito.-Disse a Sofia surpreendida com o meu pedido. E os pais dela também estavam de boca aberta mas com um grande sorriso no rosto.

-É lindo.-Disse a Sofia.

-Eu sei que um simples papel não vai mudar nada na nossa relação. Mas quero provar a toda a gente que o meu amor por ti é enorme.-Disse eu.

-Amo-te muito.-Disse a Sofia dando-me um beijo rápido visto que estávamos na presença dos pais dela.

-Eu também.-Disse eu.

-Parece que temos motivo para abrir uma garrafa de champanhe.-Disse o meu pai.

-Sim abre.-Disse  a Sofia.

-À vossa felicidade.-Disse o meu pai.-Que sejam muito felizes.-Disse a minha mãe, enquanto fazíamos um brinde. 

(SOFIA)
Depois do brinde ao pedido de casamento que eu não estava nada à espera mas como é óbvio que aceitei, passá-mos à sobremesa e claro que a conversa foi sobre casamentos. Depois de jantarmos ainda estivemos 1h à conversa na sala.Como já estávamos um pouco cansados por causa da tarde no centro comercial, despedimo-nos dos meus pais e fomos para minha casa.

Assim que chegá-mos fui logo ao quarto para me descalçar e o Nolito veio atrás de mim. Depois de me descalçar amandei-me para cima da cama.
-Ainda nem acredito que isto é real.-Disse eu.

-Queres que te belisque?-Perguntou o Nolito.

-Não deixa estar.-Disse eu a sorrir.

-Outra coisa, quando é que queres casar?-Perguntei eu.

-Quando tu quiseres.-Disse o Nolito.

-Amanha?-Disse eu.

-Ammaannhha?-Perguntou o Nolito com uma cara de assustado.

-Tava a brincar.Ai a tua cara.-Disse eu a rir.

-É que eu já passei hoje a tarde toda nervoso e então se fosse casar amanha é que caia aqui já para o lado com os nervos.-Disse o Nolito, a sorrir.

-Não. Eu quero preparar tudo com calma. Escolher bem o meu vestido, o local, os convidados. Vai ser um dia muito especial e muito importante.-Disse eu.

-Pois vai.-Disse o Nolito, baixando a cabeça e com um ar triste.

-O que é que se passa? Porque é que ficas-te assim?-Perguntei eu.

-Porque vai ser um dia muito importante para mim e algumas pessoas importantes para mim não vão poder lá estar. Como por exemplo o meu avô e a minha mãe, a mulher que me trouxe ao mundo.-Disse ele super triste.

-Não vão? Porque?-Perguntei eu aproximando-me mais e agarrando na mão do Nolito.

-Daqui a quanto tempo será o casamento? E onde?
-Porque é que essas pessoas importantes para o Nolito não vão poder lá estar?
-Porque é que ele não falou no pai?
-Correram bem os preparativos para o casamento?

Espero que gostem e que comentem. Os  vossos comentários são muito importantes.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

16-"Tive tanto medo que ele te fizesse mal"

Depois de nos despedir-mos da Joana e do Miguel, fomos para o carro que estava na garagem e partimos por volta das 14:30 h em direcção a Faro para podermos descansar. Chegamos a Faro por volta das 18h e 30.A viagem foi bastante longa e cansativa mas ainda tínhamos o resto do caminho para fazer. Pará-mos para comer alguma coisa e para descansar.
 
O Nolito abasteceu o carro e foi lá dentro pagar. Nesse espaço de tempo passou-se algo tão rápido que não tive tempo de reagir. Estava sentada à espera que o Nolito voltasse quando de repente alguém abre a porta do carro sem eu dar conta, tapa-me a boca e arrasta-me até ao porta-bagagens de um carro. Ai passei o segundo pior momento da minha vida por não saber quem me estava a fazer aquilo, por não saber o que me ia acontecer e porque tinha pânico a lugares muito fechados e onde não se respirasse bem.

(NOLITO)
Fui dentro do posto pagar e a Sofia ficou no carro. Estava muito contente por finalmente estar longe daquele doido. Voltei para o carro onde não encontrei a Sofia e comecei a entrar em pânico até que olho para um pequeno parque de estacionamento que as bombas tinham e assisto a esta cena.
Pensei logo que talvez fosse a Sofia e que afinal aquele doido não estava longe mas sim aqui em Faro, o que queria dizer que nos tinha seguido até ali. Entrei dentro do carro e decidi ir atrás  dele enquanto ligava para a Polícia. Ao início não acreditaram ao mim mas eu pedi-lhes por tudo para confiarem em mim. Eles pediram-me para ter calma e muito cuidado. Dei-lhes indicação da direcção que estávamos a ir que era, ao que me parecia, em direcção a Lisboa. Ao início pensei que eles não tinham acreditado em mim e que ninguém me ia  ajudar, o que me assustou um pouco. Mas passado 20 minutos a ir atrás daquele carro finalmente aparece  um carro da Polícia atrás de mim mas manteve alguma distância deles provavelmente para não ser visto senão eles apercebiam-se.
Mas comecei a pensar como é que um só carro vai fazer alguma coisa? Quando comecei a avistar a portagem de Aljustrel, apercebi-me da estratégia da GNR e comecei a ficar mais descansado e a pensar que podia acabar tudo em bem visto que eles não se tinham apercebido da minha presença porque eu aguardava alguma distância. Então só me aproximei mais quando me apercebi da operação montada pela GNR.
Assim que a GNR os mandou encostar ele encostou porque não imaginava que já sabiam de tudo. Eu fiquei dentro do carro ao desenrolar da situação, embora a minha vontade fosse ir directo ao porta-bagagens para ir tirá-la de lá. Depois de lhe pedir os documentos do carro e dele que estavam tudo em ordem, pediu para revistar o carro. Ele ao início ficou bastante nervoso mas como não tinha outra opção acabou por deixar revistar. Depois de darem uma vista de olhos rápida no resto do carro foram logo ao porta-bagagens. Assim que o abriram lá estava a minha princesa em pânico. Foi aí que eu não aguentei mais e saltei do meu carro para ir ter com ela. 
-Tive tanto medo que ele te fizesse mal.-Disse eu, dando-lhe um abraço.

-Desculpem interromper mas tem de ir ali dentro da Ambulância ver se está tudo bem consigo.- Disse o GNR.

-Ok. Já volto amor.-Disse a Sofia para mim.

Enquanto a Sofia foi dentro da ambulância ver se estava tudo bem com ela, eu aproveitei para ir ter com o GNR que estava a prender o estupor do Filipe. Precisava de lhe dizer umas coisas.
-Olha só tenho uma coisa para te dizer. Eu a partir de agora vou protege-la ainda mais. Por isso não te atrevas a aproximar-te mais dela. Se te voltas a aproximar, quem vai tratar de ti sou eu.- Disse eu, completamente enraivecido e fui depois afastado pelo GNR que o levou para o carro.

Depois fui ter com a Sofia que já estava a sair da Ambulância.

(SOFIA)
Hoje podia ter corrido tudo mal. Mas pelo contrário depois daquele pesadelo dentro do porta-bagagens que durou mais de 40 minutos já estava tudo bem e muito graças ao meu herói que veio atrás de mim e à GNR também. Agora que já fui vista pelos médicos só quero regressar a casa para poder descansar.
-Então está tudo bem?-Perguntou o Nolito.

-Sim. Posso ir para casa. Só tenho é de descansar.-Disse eu.

-Depois vai ser notificada daqui a uns dias para prestar declarações e depois mais tarde para ir a tribunal.-Disse um GNR que chegou entretanto, indo embora de seguida

-Então e queres ir para Lisboa ou voltar para Granada?-Perguntou o Nolito.

-Quero ir para Lisboa. É mais perto e além disso preciso de descansar.

-É como a minha princesa quiser.-Disse o Nolito dando-me um beijo na testa.

Entrá-mos para o carro e seguimos viagem até Lisboa. Foi mais de 1 hora de caminho que se fez rápido. Assim que chegámos a minha casa por volta das 21 e 30h a única que eu queria era dormir descansada agarradinha ao Nolito. E foi assim que fizemos. Ainda demorei um pouco a adormecer porque tudo aquilo que tinha acontecido estava a mexer comigo mas com as festas que o Nolito me ia fazendo acabei por adormecer.


No outro dia, só acordei por volta das 11h. Quando olhei à volta e não vi o Nolito ia para me levantar quando ele entra no quarto com o pequeno-almoço.
-Não saias da cama.- Disse ele,poisando o tabuleiro na cama e vindo deitar-se ao meu lado.

-Não era preciso isto.-Disse eu

-Era sim. A minha princesa merece tudo.- Disse ele dando-me um beijo


Depois de tomarmos o pequeno-almoço, ainda tivemos um pouco a namorar mas depois acabamos por nos irmos vestir para ir almoçar. Decidimos ficar por casa ao almoço mas combiná-mos ir jantar fora. Depois de um belo almoço feito pelo Nolito saímos para ir fazer uma das coisas que eu mais gosto de fazer que é ver as lojas mesmo que nem queira comprar nada vejo as novidades e, por isso, fomos ao centro comercial Vasco da Gama. 

Durante a tarde o Nolito foi bastante paciente e andou sempre comigo e nas lojas que eu queria. Mas chegou a uma  altura que eu estava numa loja e ele desapareceu. Acabei de ver essa loja e saí para fora para ver se o via. Já ia para lhe ligar quando o vejo sair de uma loja.
-Então onde é que foste?-Perguntei eu.

-Fui ali àquela loja.-Respondeu ele.

-Ali? Foste-me comprar uma prenda?-Perguntei eu, a sorrir.

-Mais tarde vais saber.-Disse ele, com ar misterioso.

-Olha enquanto eu estava na loja a minha mãe ligou-me, contei-lhe tudo o que aconteceu resumidamente e ela quer que nós vaiamos jantar lá a casa hoje.-Disse eu.

-Por mim pode ser. Então vai ser lá que vais saber o que fui fazer àquela loja.-Disse ele.

-Nunca vi ninguém tão contente e à vontade para ir a casa dos sogros.-Disse eu.

-Estou mas é a ficar nervoso e a dobrar.-Respondeu ele.

-A Dobrar?-Perguntei eu.

-Sim. Vá não faças mais perguntas. Vamos embora que eu ainda quero ir mudar de roupa.

-Mudar roupa? Não me digas que vestir o fatinho?-Perguntei eu, a rir e a gozar com ele.

-Secalhar até vou. O fatinho fica sempre bem em situações importantes como esta.-Respondeu ele, enquanto nos encaminhava-mos já para o parque de estacionamento.

-O que é que será que o Nolito foi comprar?Uma prenda?
-Como é que será que vai correr o jantar em casa dos sogros?

Espero que gostem  e comentem.Os vossos comentários são muito importantes.