Música

sexta-feira, 3 de maio de 2013

17-"Tenho um pedido para te fazer"

Do centro comercial fomos para casa onde aproveitá-mos para tomar um banho relaxante e depois vestimos-nos para ir jantar a casa dos meus pais. Como o Nolito acabou mesmo por querer ir de fato, eu também me aperaltei mais e vesti um vestido simples e calcei uns sapatos de salto alto (coisa que não era hábito em mim).
Minha Roupa

Roupa do Nolito

Depois de estar-mos prontos fomos para casa dos meus pais no carro do Nolito. Antes de tocar à campainha respirei fundo porque sabia que os pais não iam ter uma boa reacção ao Nolito porque sei que eles acham que tudo o que se tem passado ultimamente é culpa dele mas também sei que depois de lhes explicar tudo que eles vão mudar o que pensam em relação a ele. Assim que toquei à campainha os meus pais abriram logo e nós entramos.
-Mãe!! Pai!!-Disse eu, dando-lhes um grande abraço a cada um visto que já há muito tempo que não estava com eles.

-Mãe...Pai..este é o Nolito, o meu namorado.-Disse eu.-Nolito esta é a minha mãe, Maria e o meu pai José.

-Prazer D. Maria e Sr. José.-Disse o Nolito, cumprimentando-os.

-Vá não olhem assim para ele-Disse eu para os meus pais visto que estava a olhar para o Nolito com uma cara de quem o queriam comer vivo e estavam a criar um ambiente estranho.

-Vamos para a sala para eu vos explicar tudo.-Disse eu, indo de seguida para a sala com os meus pais e com o Nolito.

-Então é assim tudo o que aconteceu até agora foi culpa minha, no primeiro caso porque ultrapassei aquele sinal vermelho e no segundo caso foi o resultado de erros meus no passado. No primeiro caso até podia estar chateada com ele e,por isso, não ia nas melhores condições para conduzir e, além disso, eu estava chateada com uma coisa de nada. No segundo caso, estar com o Nolito pode não ter ajudado porque me expus e aquele estupor descobriu onde eu estava. Tanto numa altura como na outra o Nolito esteve sempre ao meu lado e a apoiar-me. Foi por ele que eu me apaixonei e com quem já estou há mais de um ano e pretendo estar até ao fim da minha vida.-Enquanto eu falei o Nolito esteve sempre ao meu lado e agarrar a minha mão como forma de apoio.

-Assim já percebemos tudo.-Disse o meu pai a sorrir.

-E também já percebe-mos que ao lado dele estás feliz.-Disse a minha mãe, o que fez com que eu e o Nolito sorrisse-mos.

-Sim.-Disse eu.

-Agora espero que trates bem da minha menina.-Disse o meu pai.

-Claro que sim Sr. José. Vou estar ao lado dela em todos os momentos: os bons e os maus.-Disse o Nolito.

-Mas agora outra coisa.-Disse a minha mãe.-Pode-se saber a que se deve estarem os dois tão arranjadinhos para um jantar simples aqui em casa?-Perguntou a minha mãe olhando para mim.

-Não olhes para mim. Ele é que quis vestir fatinho para vir aqui jantar, parece que tem algo importante para dizer hoje durante ou no fim do jantar. E eu arranjei-me mais só por causa dele.-Disse eu.

-Sim tenho razões para isso. Mais para a frente irão saber o que é.- Disse o Nolito com um ar suspeito.

-Bem então vamos jantar que já está pronto.-Disse a minha mãe.

Depois desta conversa fomos jantar a comida que a minha mãe preparou com carinho: Bacalhau com Natas, algo simples como ela tinha dito mas muito delicioso. Durante o jantar fomos conversando, as conversas foram mais eu e a minha mãe sobre mim e o meu pai com o Nolito sobre futebol. Assim que acabamos de comer vinha a sobremesa mas o Nolito interrompeu a minha mãe porque tinha algo para dizer.

(NOLITO)
No início gerou-se um ambiente estranho mas depois da Sofia explicar tudo aos pais ficou tudo bem e o jantar correu bem mas eu estava super nervoso com o que ia fazer a seguir.
-Desculpem interromper mas não consigo esperar mais.-Disse eu.

-Aleluia. Estava a ver que não. Até eu já estava a ficar nervosa.-Disse a Sofia.

-Sofia...Quero que saibas que foste a melhor coisa que apareceu na minha vida e que gosto mesmo muito de ti.-Disse eu, enquanto era escutado muito atentamente pela Sofia e pelos pais.

-Sim eu sei. E também sabes que da minha parte é igual.-Disse eu.

-Deixa-me continuar.-Disse eu, nervoso.

-Desculpa. Pensei que já tinhas acabado.-Disse a Sofia.

-Não, não acabei. E tal como disseste à bocado eu também pretendo ficar contigo até ao fim das nossas vidas seja para as coisas boas ou más. E és tu que eu quero ao meu lado para seres a mãe dos meu filhos. E, por isso, tenho um pedido para te fazer.-Disse eu.

-Um pedido?-Perguntou a Sofia.

-Sim.-Disse eu, enquanto lhe agarrava na mão e a mantinha a outra atrás das costas.
-Aceitas casar comigo?-Pergunte eu super nervoso e estendendo a outra mão que tinha atrás das costas onde tinha uma caixa com o anel.

-Claro que aceito.-Disse a Sofia surpreendida com o meu pedido. E os pais dela também estavam de boca aberta mas com um grande sorriso no rosto.

-É lindo.-Disse a Sofia.

-Eu sei que um simples papel não vai mudar nada na nossa relação. Mas quero provar a toda a gente que o meu amor por ti é enorme.-Disse eu.

-Amo-te muito.-Disse a Sofia dando-me um beijo rápido visto que estávamos na presença dos pais dela.

-Eu também.-Disse eu.

-Parece que temos motivo para abrir uma garrafa de champanhe.-Disse o meu pai.

-Sim abre.-Disse  a Sofia.

-À vossa felicidade.-Disse o meu pai.-Que sejam muito felizes.-Disse a minha mãe, enquanto fazíamos um brinde. 

(SOFIA)
Depois do brinde ao pedido de casamento que eu não estava nada à espera mas como é óbvio que aceitei, passá-mos à sobremesa e claro que a conversa foi sobre casamentos. Depois de jantarmos ainda estivemos 1h à conversa na sala.Como já estávamos um pouco cansados por causa da tarde no centro comercial, despedimo-nos dos meus pais e fomos para minha casa.

Assim que chegá-mos fui logo ao quarto para me descalçar e o Nolito veio atrás de mim. Depois de me descalçar amandei-me para cima da cama.
-Ainda nem acredito que isto é real.-Disse eu.

-Queres que te belisque?-Perguntou o Nolito.

-Não deixa estar.-Disse eu a sorrir.

-Outra coisa, quando é que queres casar?-Perguntei eu.

-Quando tu quiseres.-Disse o Nolito.

-Amanha?-Disse eu.

-Ammaannhha?-Perguntou o Nolito com uma cara de assustado.

-Tava a brincar.Ai a tua cara.-Disse eu a rir.

-É que eu já passei hoje a tarde toda nervoso e então se fosse casar amanha é que caia aqui já para o lado com os nervos.-Disse o Nolito, a sorrir.

-Não. Eu quero preparar tudo com calma. Escolher bem o meu vestido, o local, os convidados. Vai ser um dia muito especial e muito importante.-Disse eu.

-Pois vai.-Disse o Nolito, baixando a cabeça e com um ar triste.

-O que é que se passa? Porque é que ficas-te assim?-Perguntei eu.

-Porque vai ser um dia muito importante para mim e algumas pessoas importantes para mim não vão poder lá estar. Como por exemplo o meu avô e a minha mãe, a mulher que me trouxe ao mundo.-Disse ele super triste.

-Não vão? Porque?-Perguntei eu aproximando-me mais e agarrando na mão do Nolito.

-Daqui a quanto tempo será o casamento? E onde?
-Porque é que essas pessoas importantes para o Nolito não vão poder lá estar?
-Porque é que ele não falou no pai?
-Correram bem os preparativos para o casamento?

Espero que gostem e que comentem. Os  vossos comentários são muito importantes.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

16-"Tive tanto medo que ele te fizesse mal"

Depois de nos despedir-mos da Joana e do Miguel, fomos para o carro que estava na garagem e partimos por volta das 14:30 h em direcção a Faro para podermos descansar. Chegamos a Faro por volta das 18h e 30.A viagem foi bastante longa e cansativa mas ainda tínhamos o resto do caminho para fazer. Pará-mos para comer alguma coisa e para descansar.
 
O Nolito abasteceu o carro e foi lá dentro pagar. Nesse espaço de tempo passou-se algo tão rápido que não tive tempo de reagir. Estava sentada à espera que o Nolito voltasse quando de repente alguém abre a porta do carro sem eu dar conta, tapa-me a boca e arrasta-me até ao porta-bagagens de um carro. Ai passei o segundo pior momento da minha vida por não saber quem me estava a fazer aquilo, por não saber o que me ia acontecer e porque tinha pânico a lugares muito fechados e onde não se respirasse bem.

(NOLITO)
Fui dentro do posto pagar e a Sofia ficou no carro. Estava muito contente por finalmente estar longe daquele doido. Voltei para o carro onde não encontrei a Sofia e comecei a entrar em pânico até que olho para um pequeno parque de estacionamento que as bombas tinham e assisto a esta cena.
Pensei logo que talvez fosse a Sofia e que afinal aquele doido não estava longe mas sim aqui em Faro, o que queria dizer que nos tinha seguido até ali. Entrei dentro do carro e decidi ir atrás  dele enquanto ligava para a Polícia. Ao início não acreditaram ao mim mas eu pedi-lhes por tudo para confiarem em mim. Eles pediram-me para ter calma e muito cuidado. Dei-lhes indicação da direcção que estávamos a ir que era, ao que me parecia, em direcção a Lisboa. Ao início pensei que eles não tinham acreditado em mim e que ninguém me ia  ajudar, o que me assustou um pouco. Mas passado 20 minutos a ir atrás daquele carro finalmente aparece  um carro da Polícia atrás de mim mas manteve alguma distância deles provavelmente para não ser visto senão eles apercebiam-se.
Mas comecei a pensar como é que um só carro vai fazer alguma coisa? Quando comecei a avistar a portagem de Aljustrel, apercebi-me da estratégia da GNR e comecei a ficar mais descansado e a pensar que podia acabar tudo em bem visto que eles não se tinham apercebido da minha presença porque eu aguardava alguma distância. Então só me aproximei mais quando me apercebi da operação montada pela GNR.
Assim que a GNR os mandou encostar ele encostou porque não imaginava que já sabiam de tudo. Eu fiquei dentro do carro ao desenrolar da situação, embora a minha vontade fosse ir directo ao porta-bagagens para ir tirá-la de lá. Depois de lhe pedir os documentos do carro e dele que estavam tudo em ordem, pediu para revistar o carro. Ele ao início ficou bastante nervoso mas como não tinha outra opção acabou por deixar revistar. Depois de darem uma vista de olhos rápida no resto do carro foram logo ao porta-bagagens. Assim que o abriram lá estava a minha princesa em pânico. Foi aí que eu não aguentei mais e saltei do meu carro para ir ter com ela. 
-Tive tanto medo que ele te fizesse mal.-Disse eu, dando-lhe um abraço.

-Desculpem interromper mas tem de ir ali dentro da Ambulância ver se está tudo bem consigo.- Disse o GNR.

-Ok. Já volto amor.-Disse a Sofia para mim.

Enquanto a Sofia foi dentro da ambulância ver se estava tudo bem com ela, eu aproveitei para ir ter com o GNR que estava a prender o estupor do Filipe. Precisava de lhe dizer umas coisas.
-Olha só tenho uma coisa para te dizer. Eu a partir de agora vou protege-la ainda mais. Por isso não te atrevas a aproximar-te mais dela. Se te voltas a aproximar, quem vai tratar de ti sou eu.- Disse eu, completamente enraivecido e fui depois afastado pelo GNR que o levou para o carro.

Depois fui ter com a Sofia que já estava a sair da Ambulância.

(SOFIA)
Hoje podia ter corrido tudo mal. Mas pelo contrário depois daquele pesadelo dentro do porta-bagagens que durou mais de 40 minutos já estava tudo bem e muito graças ao meu herói que veio atrás de mim e à GNR também. Agora que já fui vista pelos médicos só quero regressar a casa para poder descansar.
-Então está tudo bem?-Perguntou o Nolito.

-Sim. Posso ir para casa. Só tenho é de descansar.-Disse eu.

-Depois vai ser notificada daqui a uns dias para prestar declarações e depois mais tarde para ir a tribunal.-Disse um GNR que chegou entretanto, indo embora de seguida

-Então e queres ir para Lisboa ou voltar para Granada?-Perguntou o Nolito.

-Quero ir para Lisboa. É mais perto e além disso preciso de descansar.

-É como a minha princesa quiser.-Disse o Nolito dando-me um beijo na testa.

Entrá-mos para o carro e seguimos viagem até Lisboa. Foi mais de 1 hora de caminho que se fez rápido. Assim que chegámos a minha casa por volta das 21 e 30h a única que eu queria era dormir descansada agarradinha ao Nolito. E foi assim que fizemos. Ainda demorei um pouco a adormecer porque tudo aquilo que tinha acontecido estava a mexer comigo mas com as festas que o Nolito me ia fazendo acabei por adormecer.


No outro dia, só acordei por volta das 11h. Quando olhei à volta e não vi o Nolito ia para me levantar quando ele entra no quarto com o pequeno-almoço.
-Não saias da cama.- Disse ele,poisando o tabuleiro na cama e vindo deitar-se ao meu lado.

-Não era preciso isto.-Disse eu

-Era sim. A minha princesa merece tudo.- Disse ele dando-me um beijo


Depois de tomarmos o pequeno-almoço, ainda tivemos um pouco a namorar mas depois acabamos por nos irmos vestir para ir almoçar. Decidimos ficar por casa ao almoço mas combiná-mos ir jantar fora. Depois de um belo almoço feito pelo Nolito saímos para ir fazer uma das coisas que eu mais gosto de fazer que é ver as lojas mesmo que nem queira comprar nada vejo as novidades e, por isso, fomos ao centro comercial Vasco da Gama. 

Durante a tarde o Nolito foi bastante paciente e andou sempre comigo e nas lojas que eu queria. Mas chegou a uma  altura que eu estava numa loja e ele desapareceu. Acabei de ver essa loja e saí para fora para ver se o via. Já ia para lhe ligar quando o vejo sair de uma loja.
-Então onde é que foste?-Perguntei eu.

-Fui ali àquela loja.-Respondeu ele.

-Ali? Foste-me comprar uma prenda?-Perguntei eu, a sorrir.

-Mais tarde vais saber.-Disse ele, com ar misterioso.

-Olha enquanto eu estava na loja a minha mãe ligou-me, contei-lhe tudo o que aconteceu resumidamente e ela quer que nós vaiamos jantar lá a casa hoje.-Disse eu.

-Por mim pode ser. Então vai ser lá que vais saber o que fui fazer àquela loja.-Disse ele.

-Nunca vi ninguém tão contente e à vontade para ir a casa dos sogros.-Disse eu.

-Estou mas é a ficar nervoso e a dobrar.-Respondeu ele.

-A Dobrar?-Perguntei eu.

-Sim. Vá não faças mais perguntas. Vamos embora que eu ainda quero ir mudar de roupa.

-Mudar roupa? Não me digas que vestir o fatinho?-Perguntei eu, a rir e a gozar com ele.

-Secalhar até vou. O fatinho fica sempre bem em situações importantes como esta.-Respondeu ele, enquanto nos encaminhava-mos já para o parque de estacionamento.

-O que é que será que o Nolito foi comprar?Uma prenda?
-Como é que será que vai correr o jantar em casa dos sogros?

Espero que gostem  e comentem.Os vossos comentários são muito importantes.

domingo, 28 de abril de 2013

15-"É o Filipe"


Olá a Todas!!
Obrigada mais uma vez a quem me tem dado a sua opinião acerca desta fic. Vocês são espectaculares.
Fica aqui mais um capítulo, espero que gostem!!
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Quando ia para sair de casa recebi um telefonema.
 
-Estou.- Ouviu-se do outro lado uma voz masculina.

-Estou. Quem fala?- Perguntei eu.

-É o Filipe.

-Quem? Eu conheço-te?- Perguntei eu sem saber quem era.

-Então já não te lembras de mim? Falámos tentas vezes pela net...e até mais que isso.- Disse ele a rir.

-És mesmo tu?- Perguntei eu assustada, o que deixou o Nolito preocupado.

-Sou. Então e está tudo bem contigo? Como é que vão as coisas ai por Granada?- Assim que ele disse isto a única reacção que eu consegui ter foi desligar o telefone.

Assim que desliguei o telefone fiquei completamente paralisada e sem reacção.
-Quem era?-Perguntou o Nolito mas ficou sem resposta porque eu continuava em choque.
 
-O que é que se passa? De quem era o telefonema?- Perguntou o Nolito assustado e dando-me um abanão.

-Era de um rapaz que eu mal conheço e que só o vi 2 ou 3 vezes e que pelos vistos tem o meu número de telemóvel e sabe que moro aqui em Granada.- O Nolito fez uma cara de admiração mas não teve tempo de falar porque o meu telemóvel apitou com uma mensagem.

Assim que li a mensagem ainda fiquei mais em choque, deixando cair o telemóvel. O Nolito apressou-se a apanhá-lo para ler a mensagem porque percebeu logo de quem era.

"Desligas-te a chamada? Não me deixas-te dizer que estou também em Granada de férias. O que achas de nos encontrar-mos um dia destes?" FILIPE

-Assim começo a ficar preocupado. Explica-me como é que o conheces-te.- Disse o Nolito. 

-Tens a certeza que queres saber?- Perguntei eu.

-Sim sabes que podes confiar em mim e, além disso, nunca te vou julgar.- Disse o Nolito.

-Eu sei. Então aqui vai: eu conheci-o há três anos atrás através da Internet. Estava num fase em que sentia necessidade de conhecer novas pessoas. E foi através do hi5 que encontrei maneira de o fazer, o primeiro contacto era através de lá mas trocava mails para falarmos pelo messenger.- o Nolito continuava a olhar para mim muito atento- Depois de falar com vários rapazes desde os que moravam no norte como os que moravam no sul, conheci o Filipe. O Filipe primeiro tornou-se num amigo com quem eu falava e desabafava mas depois as coisas começaram a evoluir e começou a namorar à distância, apesar de ele morar mais ou menos perto de mim. Depois chegou a uma altura que nos apercebemos que se não morávamos assim tão longe e que nos podíamos encontrar.- Assim que disse isto o Nolito fez uma cara de espanto e ficou de boca aberta.- Eu sei que foi uma ideia maluca mas acabá-mos por nos encontrar, podia não ter corrido bem mas era mesmo ele e depois do 1º encontro encontramo-nos mais alguma vezes. Apesar de eu gostar mesmo dele depois do 3º ou 4º encontro comecei a achar que isto tinha sido tudo uma loucura e decidi terminar a relação, cortando mesmo qualquer contacto com ele (apaguei-o do messenger, mudei de número de telemóvel e também o eliminei do hi5). E pronto é isto.- O Nolito ainda estava de boca aberta.

-Podes fechar a boca?- Perguntei eu.

-Desculpa. Não estava à espera mas tal como eu te disse não te vou julgar porque todos cometemos erros. 
 
-O que é que eu faço agora? Tenho medo que ele descubra onde moro.

-Tem calma. Eu estou aqui contigo. Secalhar o melhor agora é irmos à policia.- Disse o Nolito.

-Polícia? Não. Ele pode descobrir e fazer-me alguma coisa.- Disse eu.

-Ele não faz coisa nenhuma que eu estou aqui e não deixo ele tocar-te nem com um dedo.

-Ok, convenceste-me.- Disse eu.

Agarrá-mos nas nossas coisas e saímos porta fora. O Nolito estava a trancar a porta quando eu olhei para  a frente vejo um rapaz encostado na esquina do outro lado da rua que me acenou. Eu primeiro não liguei mas depois lembrei-me que era ele. Era o Filipe.
 
-Abre a porta. Rápiidooo.- Disse eu para o Nolito.

-Porquê?- Perguntou o Nolito.

-Ele está ali. Abre. Rápido.- Disse eu e o Nolito abriu a porta a correr e eu entrei que nem uma flecha para dentro de casa que até levei o Nolito à frente.

-Calma. Calma. Já te disse que ele não te vai tocar.- Disse o Nolito depois de fechar a porta, dando-me um abraço de seguida. 

-Mas ele já sabe onde eu moro e tudo.- Disse eu.

-Eu não sei o que havemos de fazer mas vou mandar uma mensagem à Joana para ela vir aqui ter com o Miguel pode ser que tenham alguma ideia.

-Já nem me lembrava do almoço que tinha-mos combinado com eles. Sim manda.

"Olá Joana. Desculpem não ter-mos aparecido para almoçar mas aconteceu uma coisa. Se não se importarem preciso que venham ter aqui a minha casa depois de almoçarem." NOLITO

O Nolito mandou a mensagem enquanto me foi buscar um copo de água para eu me acalmar. Passado 10 minutos ele recebeu uma mensagem da Joana.
"Agora deixas-te me preocupada. Nós calculámos que estivessem juntos e, por isso, já almoçamos. Vamos já para ai." Joana

Passado 20 minutos alguém tocou à campainha, o Nolito foi ver quem era. Era a Joana e o Miguel. Ele assim que abriu a porta puxou-os logo para dentro e fechou a porta rapidamente.
-Que pressa é essa?- Perguntou o Miguel ao Nolito.

-Aconteceu uma coisa. Mas é melhor ser a Sofia a contar-vos.- Disse o Nolito

-Onde é que ela está?- Perguntou a Joana

-Está na sala. Vamos para lá.- Disse o Nolito

-Então Sofia o que é que se passa?- Perguntou-me a Joana assim que entrou na sala, dando-me um abraço.

-Sentem-se todos. E tu também Miguel. No fim vou precisar de ideias vossas para resolver este problema.- Quando disse isto a Joana ficou com uma cara de assustada.

Contei tudo tal e qual como tinha contado ao Nolito. Tanto a Joana como o Miguel estavam com uma cara de espantados.
-Agora preciso de ideias para o que hei-de fazer.É que ele agora também já sabe onde moro.

-Olha eu acho que devias ir à polícia.- Disse o Miguel.

-Pois isso era o que nós íamos fazer quando vimos que ele estava lá fora do outro lado da rua.- Disse o Nolito.

-Espera. Acho que tive uma ideia.- Disse a Joana.

-Diz.- Disseram todos ao mesmo tempo.

-Pode não parecer a melhor ideia mas eu acho que devias ir para Lisboa.

-Para Lisboa? Não. Não quero ficar longe do Nolito.

-É só por algum tempo. Vais para casa dos teus pais. E eles podem te proteger.- Disse a Joana.

-Mas espera. Eu vou entrar de férias depois de amanhã durante 1 semana. Posso pedir para começar as férias já amanhã e depois começo mais cedo.- Disse o Nolito

-Vês afinal não ficas longe do Nolito.- Disse a Joana.

-Fazemos assim?- Perguntou-me o Nolito.

-Sim, não tenho outra opção.- Disse eu.

-Então vou ligar para o meu gerente.- Disse o Nolito saindo para o quarto.

Passado 15 minutos ele voltou. Durante esses 15 minutos estivemos sempre em silêncio.
-Então?- Perguntei eu.

-Não foi fácil mas consegui. Vamos já?- Perguntou o Nolito.

-Sim vamos. Quero sair daqui o mais de depressa possível.- Disse eu.

-Então nós vamos fazer as malas e já voltamos.- Disse o Nolito para a Joana e para o Miguel.

Subimos os dois para o quarto e fizemos as malas. Claro que o Nolito foi mais rápido que eu e eu menos de 10 minutos tinham tudo o que ia precisar dentro da mala. Eu demorei mais mas o Nolito depois veio ajudar-me e foi num instante. Depois das mala feitas, descemos, poisa-mos as mala ao pé da porta e fomos nos despedir deles.

 MALAS DO NOLITO
 
-Bem está na hora de irmos- Disse o Nolito.
 
-Vou ter tantas saudades tuas Joana.- Disse eu.
 
-Eu também mas vais ver que vai passar depressa e daqui a uns tempos já estás de volta sem esse maluco a chatiar-te.- Disse a Joana, dando-me um forte abraço de seguida.
 

-Adeus Miguel. Toma bem conta da Joana e tenham juízo.- Disse eu a sorrir.
.
- Não te preocupes.- Disse o Miguel


-Agoro digo o mesmo a ti Nolito. Toma bem conta da Sofia.- Disse a Joana

-Ela comigo está sempre bem.- Disse o Nolito, o que gerou uma grande garlhada devido à cara com que o Nolito disse aquilo.
 
Despedimo-nos mais uma vez e pegámos nas nossas malas e saimos pela garagem para a nossa longa viagem de carro até Lisboa.
 
-Como é que será que vai correr a viagem até Lisboa?
-Será que o Filipe vai deixar a Sofia em paz?
-Será que vai correr tudo bem por Lisboa?
 
Espero que gostem e comentem. Os vossos comentários são muito importantes.